O Brasil atravessa um momento raro em que a infraestrutura invisível do mundo digital passa a ter endereço físico e peso econômico concreto. A indústria de tecnologia projeta R$ 1,5 trilhão em investimentos em data centers, impulsionada pela expansão da computação em nuvem e pela inteligência artificial que deixou de ser promessa e tornou-se necessidade operacional. O país, historicamente à margem desse mercado, surge agora como destino estratégico para empresas globais que buscam servir a América Latina com menor latência e conformidade regulatória local. O que está em jogo não é apenas infra