No alvorecer de uma quarta-feira ventosa, a Defesa Civil do Rio acionou seus sistemas de alerta para avisar milhares de cariocas sobre rajadas que poderiam ultrapassar 75 km/h. Nem todos os celulares receberam a mensagem — não por falha humana, mas por exigências técnicas que revelam uma tensão antiga entre a sofisticação das ferramentas e o alcance real da proteção coletiva. O episódio coloca em evidência uma questão que transcende a meteorologia: em tempos de risco crescente, como uma cidade garante que nenhum de seus habitantes fique sem aviso?