Em Guaraci, interior de São Paulo, pesquisadoras investigaram uma questão que atravessa o tempo: como a escola pode impedir que uma comunidade esqueça a si mesma. Ao articular o ensino de Artes ao patrimônio cultural local, descobriram que a sala de aula não é apenas um espaço de aprendizado técnico, mas um lugar onde a memória coletiva encontra guardiões nas gerações mais jovens. O estudo nos lembra que a identidade de um povo não se preserva sozinha — ela precisa ser ensinada, sentida e reconhecida por aqueles que a herdarão.