Em Sergipe, um tribunal trabalhista confrontou uma das tensões mais silenciosas da era digital: a tendência humana de delegar à máquina não apenas o trabalho, mas também a responsabilidade. Uma advogada usou inteligência artificial para redigir um recurso e protocolou decisões judiciais que jamais existiram, sem verificar sua autenticidade. O TRT-20 respondeu com multas e com um lembrete que atravessa séculos de ética profissional — a ferramenta muda, mas o dever de verdade permanece.