Em três anos e meio de governo Lula, o Brasil adicionou 10,1 milhões de vínculos formais de trabalho — um crescimento de 19,1% que eleva o estoque total a 62,89 milhões de empregos registrados. O avanço, distribuído por todas as regiões, setores, faixas etárias e perfis de escolaridade, sugere uma recuperação ampla do mercado formal, não concentrada em um único segmento. Como tantas vezes na história econômica, os números revelam não apenas política, mas o lento reordenamento das vidas de milhões de pessoas que encontraram, nesse período, um contrato assinado como ponto de apoio.
Emprego formal cresce 19,1% no governo Lula com 10,1 milhões de novos vínculos
Mulheres passaram de 44,5% para 46,4% do total de empregos formais
Por que o crescimento do setor público foi tão expressivo neste período?
Educação, saúde e serviços sociais responderam por 6 milhões dos 5,1 milhões de novos postos públicos. Foram investimentos deliberados em políticas sociais, não apenas contratações administrativas.
E as mulheres — o crescimento de 25% é significativo?
Muito. Elas passaram de 44,5% para 46,4% do total de empregos formais. Mas o crescimento delas foi 10 pontos percentuais acima do dos homens. Há uma mudança estrutural acontecendo.
Os números regionais mostram algo preocupante?
Ao contrário. O Norte cresceu 34,7% e o Nordeste 27,6%, enquanto o Sudeste cresceu 14,6%. As regiões historicamente menos desenvolvidas estão se recuperando mais rápido.
E os trabalhadores mais velhos — por que cresceram tanto?
Pessoas com 65 anos ou mais cresceram 73,6%. Pode ser envelhecimento da população, mas também pode ser que estejam permanecendo no mercado formal por mais tempo, talvez por necessidade ou porque encontram oportunidades.
O setor de serviços concentra agora 60,8% dos empregos. Isso é saudável?
Depende. Serviços incluem desde educação e saúde até trabalhos de baixa qualificação. O crescimento em educação e saúde é estruturante. Mas se for concentração em serviços precários, há um problema de qualidade.
The Pulse
- O ritmo de geração de empregos formais permanece acelerado: só nos primeiros seis meses de 2026 foram criados 2,46 milhões de vínculos, alta de 4,1% em apenas meio ano.
- O setor de serviços concentra a maior pressão de expansão, tendo absorvido 8,45 milhões de novos postos e ampliado sua fatia no mercado formal de 56,5% para 60,8%.
- A participação feminina avança de forma consistente — crescimento de 25% no período —, mas ainda representa 46,4% do total, sinalizando progresso com desigualdade estrutural ainda presente.
- Regiões historicamente periféricas lideram percentualmente: o Norte cresceu 34,7% e Roraima registrou alta de 70,8%, indicando uma redistribuição geográfica do emprego formal.
- Trabalhadores mais velhos e com maior escolaridade concentram os maiores ganhos relativos, com o grupo acima de 65 anos crescendo 73,6% e os portadores de diploma superior expandindo 29,1%.
Em três anos e meio de governo Lula, o Brasil adicionou 10,1 milhões de vínculos formais de trabalho — um crescimento de 19,1% que eleva o estoque total a 62,89 milhões de empregos registrados. O avanço, distribuído por todas as regiões, setores, faixas etárias e perfis de escolaridade, sugere uma recuperação ampla do mercado formal, não concentrada em um único segmento. Como tantas vezes na história econômica, os números revelam não apenas política, mas o lento reordenamento das vidas de milhões de pessoas que encontraram, nesse período, um contrato assinado como ponto de apoio.
Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o mercado de trabalho formal brasileiro acumulou 10,1 milhões de novos vínculos, chegando a 62,89 milhões de empregos registrados — crescimento de 19,1% durante o governo Lula, segundo dados da RAIS Mensal divulgados pelo Ministério do Trabalho em cerimônia com a presença do presidente.
O setor de serviços liderou a expansão, adicionando 8,45 milhões de vínculos e crescendo 28,3%. Dentro dele, administração pública, educação, saúde e serviços sociais responderam por 6,03 milhões de novos empregos, alta de 42,1%. Os trabalhadores com contratos CLT somaram 4,75 milhões de novos vínculos, enquanto o contingente de agentes públicos cresceu ainda mais, com 5,1 milhões de postos adicionados, chegando a cerca de 14,3 milhões em junho de 2026.
A expansão foi geograficamente ampla. Em números absolutos, o Sudeste liderou com 3,78 milhões de vínculos a mais, mas percentualmente o Norte se destacou com alta de 34,7%, e Roraima registrou o crescimento mais expressivo entre os estados: 70,8%. Indústria, construção, comércio e agropecuária também avançaram, ainda que em ritmo menor.
O perfil dos trabalhadores beneficiados revela transformações sociais relevantes. A participação feminina cresceu 25%, chegando a 46,4% do total de empregos formais. Trabalhadores acima de 65 anos tiveram o maior crescimento percentual por faixa etária, de 73,6%. Em escolaridade, os portadores de diploma superior expandiram 29,1%, enquanto os com ensino médio completo concentraram o maior avanço absoluto, com 5,7 milhões de novos postos. Entre raça e cor, trabalhadores pardos registraram o maior crescimento absoluto, com 27,34 milhões de vínculos totais.
Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o mercado de trabalho formal brasileiro acumulou 10,1 milhões de novos vínculos, chegando a um total de 62,89 milhões de empregos registrados. O crescimento de 19,1% durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em dados da RAIS Mensal, apresentados em cerimônia que contou com a presença do presidente.
O ritmo de expansão permanece acelerado. Apenas em 2026, nos primeiros seis meses, foram adicionados 2,46 milhões de vínculos formais, representando uma alta de 4,1% no ano. O crescimento ocorreu tanto no setor privado quanto entre agentes públicos, sinalizando uma recuperação ampla do mercado de trabalho.
Os trabalhadores com contratos pela CLT, incluindo temporários, responderam por 4,75 milhões dos novos vínculos, um crescimento de 10,9%. O estoque desse grupo passou de 43,4 milhões para 48,15 milhões entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Já o contingente de agentes públicos expandiu de forma ainda mais intensa, com adição de 5,1 milhões de postos, atingindo aproximadamente 14,3 milhões em junho. Nos primeiros seis meses de 2026, apenas entre servidores públicos foram criados 1,51 milhão de vínculos, uma alta de 11,9%.
O setor de serviços liderou a expansão absoluta, acrescentando 8,45 milhões de vínculos e crescendo 28,3%. Com isso, a participação dos serviços no mercado formal ampliou-se de 56,5% para 60,8% do total. Dentro dessa categoria, as atividades de administração pública, educação, saúde e serviços sociais responderam por 6,03 milhões de novos empregos, um crescimento de 42,1%. Informação, comunicação, finanças e serviços profissionais somaram mais 1,5 milhão de vínculos, com expansão de 16%.
Os demais setores também registraram avanços significativos. A indústria criou 832 mil novos empregos, crescimento de 10%, chegando a 9,15 milhões. A construção adicionou 357 mil vínculos, alta de 13,3%, elevando o estoque de 2,68 milhões para 3,04 milhões. O comércio expandiu em aproximadamente 340 mil postos, crescimento de 3,3%, enquanto a agropecuária criou 88 mil empregos formais, alta de 5%.
A expansão ocorreu em todas as regiões do país. Em números absolutos, o Sudeste liderou com 3,78 milhões de vínculos adicionais, seguido pelo Nordeste com 2,69 milhões. Percentualmente, o Norte registrou o maior crescimento, de 34,7%, seguido pelo Centro-Oeste com 28,6% e Nordeste com 27,6%. Entre os estados, São Paulo gerou 1,64 milhão de novos vínculos, Minas Gerais 1,29 milhão, Rio de Janeiro 683 mil, Distrito Federal 649 mil e Bahia 641 mil. Roraima apresentou a maior variação percentual, com alta de 70,8%.
A participação feminina no mercado formal cresceu 25%, atingindo 29,18 milhões de vínculos em junho de 2026, ante 23,34 milhões no início de 2023. A proporção de mulheres no total de empregos formais passou de 44,5% para 46,4%. Entre os homens, o crescimento foi de 14,5%, chegando a 33,71 milhões de vínculos. Trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior avanço absoluto em escolaridade, com adição de 5,7 milhões de postos e crescimento de 20,3%. O grupo com formação superior expandiu 29,1%, passando de 11,8 milhões para 15,2 milhões de empregos.
O crescimento também alcançou diferentes faixas etárias. Jovens com até 24 anos ganharam 990 mil vínculos, expansão de 13,5%. Trabalhadores de 40 a 49 anos registraram crescimento de 3,05 milhões, ou 23,5%, enquanto aqueles entre 50 e 64 anos tiveram aumento de 34,7% com 3,26 milhões de novos postos. O grupo com 65 anos ou mais apresentou o crescimento percentual mais expressivo, de 73,6%, atingindo 1,64 milhão de vínculos. Entre raça ou cor, trabalhadores pardos registraram o maior crescimento absoluto, chegando a 27,34 milhões de vínculos, enquanto brancos totalizaram 26,88 milhões e pretos 4,66 milhões.
Notable Quotes
O mercado de trabalho formal brasileiro acumulou 10,1 milhões de novos vínculos entre janeiro de 2023 e junho de 2026, avançou 19,1% durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva— Ministério do Trabalho e Emprego