Empreendedora de moda fatura R$ 30 mil no Rock in Rio com coleção especial

A roupa faz parte da experiência de festival, não um detalhe
Daniella Deslandes explica por que sua marca aposta em peças especiais para quem frequenta grandes eventos musicais.
Mark

Por que o Rock in Rio funciona tão bem para um negócio de moda? Não seria mais fácil vender roupa em um shopping?

Mimi

O shopping é constante, previsível. O Rock in Rio é concentrado, intenso, e atrai pessoas que estão em um estado mental diferente — estão celebrando, estão se preparando para uma experiência. Além disso, o público é nacional. Você não vende só para o Rio.

Luke

Mas quanto desse faturamento de trinta mil reais é realmente lucro? Ela teve que aumentar a produção, levar duzentas e cinquenta peças, oferecer entregas em vários pontos da cidade. Qual é a margem real?

Mimi

Ótima pergunta. A reportagem não detalha isso. Sabemos o faturamento esperado, mas não sabemos quanto custou produzir essas peças ou quanto ela gasta com logística e estande.

Mark

E a comparação com 2024 — vinte mil reais em quatro dias versus vinte e cinco a trinta mil em cinco dias. Isso é crescimento real ou apenas mais um dia de vendas?

Mimi

Provavelmente é um pouco dos dois. Um dia a mais ajuda, mas ela também aumentou o estoque e a coleção foi pensada especialmente para o festival. Há mais intenção por trás.

Luke

A reportagem menciona que o benefício principal não é o volume de vendas, mas networking e exposição. Isso é verdade para Deslandes também? Ou para ela o dinheiro importa mais?

Mimi

Ela diz que quer fortalecer a marca e conquistar novos clientes. Isso sugere que ela vê além do faturamento imediato. Mas é difícil saber se ela realmente pensa assim ou se é o que soa bem em uma entrevista.

Mark

O fato de ela ter trabalhado oito anos organizando o festival muda algo?

Mimi

Muda tudo. Ela conhece a estrutura, conhece o público, sabe como as coisas funcionam. Não é uma empreendedora chegando do nada. Ela tem vantagem competitiva.

Luke

Mas a reportagem não explora isso. Não pergunta se ter trabalhado lá ajudou ela a conseguir um bom espaço no festival, ou se ela teve que competir como qualquer outro pequeno negócio.

Mark

Então o que a gente realmente sabe sobre o sucesso dela?

Mimi

Sabemos que ela voltou uma segunda vez, que aumentou a produção, que tem expectativas maiores. Isso sugere que a primeira vez funcionou. Mas os números são modestos — trinta mil reais em cinco dias não é transformador para um negócio.

  • Daniella Deslandes participa pela segunda vez do Rock in Rio com coleção especial para festivais
  • Levou 250 peças com tíquete médio de R$ 300 e espera faturar entre R$ 25 mil e R$ 30 mil
  • Em 2024, sua marca faturou R$ 20 mil em quatro dias; agora tem cinco dias de evento
  • Trabalhou oito anos como produtora de eventos do Rock in Rio antes de abrir seu próprio negócio

Daniella Deslandes participa pela segunda vez do festival com coleção pensada para o universo dos festivais, incluindo peças com renda, franjas e tons neutros. A marca faturou R$ 20 mil em 2024; agora com cinco dias de evento e maior estoque, espera alcançar entre R$ 25 mil e R$ 30 mil em vendas.

Empresária de Nova Friburgo leva coleção especial para o Rock in Rio 2026, apostando em faturamento de R$ 30 mil com 250 peças voltadas ao público de festivais.

Enquanto dezenas de milhares de pessoas se aglomeram na Cidade do Rock para ouvir música ao vivo, um fenômeno paralelo e menos visível acontece nos corredores do festival: pequenos negócios transformam o evento em uma plataforma de alcance nacional. Daniella Deslandes, dona de uma marca de moda feminina baseada em Nova Friburgo, no interior do Rio de Janeiro, é uma delas. Esta é sua segunda participação no Rock in Rio, e desta vez ela chegou com uma coleção inteira pensada especialmente para quem frequenta festivais de música.

Para Deslandes, a roupa não é um detalhe secundário da experiência de festival. É parte central dela. Quando alguém se prepara para passar dias em um evento desse porte, a escolha do que vestir importa tanto quanto a setlist que vai ouvir. Por isso, sua marca aposta em peças que conversam com as tendências do momento: renda, franjas, transparências, e uma paleta de cores que gira em torno do preto, branco e marrom. "O festival é um conjunto de coisas", explica. "Tem a música, mas também tem a produção. A gente se prepara para o evento e escolher uma roupa diferente faz parte dessa experiência."

O negócio começou com um investimento inicial de cem mil reais. Hoje, Deslandes divide suas vendas de forma equilibrada entre a loja física em Nova Friburgo e o comércio eletrônico, cada um respondendo por metade do faturamento. Para o Rock in Rio 2026, ela aumentou significativamente a produção. Levou duzentas e cinquenta peças para o evento, com um tíquete médio de compra em torno de trezentos reais. Além de vender no estande, criou estratégias para facilitar a vida do cliente: oferece entrega em diferentes pontos do Rio de Janeiro e disponibiliza mochilas para que os compradores possam guardar as peças enquanto assistem aos shows.

A história de Deslandes com o Rock in Rio é mais antiga do que sua trajetória como empreendedora. Durante cerca de oito anos, ela trabalhou na organização do festival como produtora de eventos. Agora retorna à Cidade do Rock em uma posição completamente diferente: à frente do próprio negócio, vendendo para o mesmo público que costumava organizar.

Em 2024, sua marca faturou vinte mil reais em quatro dias de evento. Para 2026, com cinco dias de exposição e um estoque maior, a previsão é alcançar vendas entre vinte e cinco mil e trinta mil reais. Mas Deslandes não vê o Rock in Rio apenas como um ponto de venda. Para ela, o principal valor está em outra coisa: a oportunidade de fortalecer a marca, conquistar novos clientes e ampliar sua presença no mercado de moda voltada ao público de festivais.

Segundo Roberta Medina, vice-presidente executiva da empresa que realiza o festival, a presença de pequenos negócios dentro do evento cumpre um papel importante. Ajuda a valorizar talentos locais e amplia a visibilidade de marcas que ainda estão em fase de crescimento. O principal benefício, na avaliação dela, não está necessariamente no volume de vendas realizado durante os shows, mas nas oportunidades de networking e na exposição a novos clientes e parceiros. O Rock in Rio, segundo estimativas, deve gerar um impacto econômico de três bilhões de reais, resultado da mobilização de mais de mil empresas envolvidas direta ou indiretamente na realização do festival. Para empreendedores como Deslandes, o festival funciona como uma vitrine estratégica em escala que seria impossível alcançar sozinha.

O festival é um conjunto de coisas. Tem a música, mas também tem a produção. A gente se prepara para o evento e escolher uma roupa diferente faz parte dessa experiência
— Daniella Deslandes, empreendedora
O principal benefício não está necessariamente no volume de vendas realizado durante os shows, mas nas oportunidades de networking e na exposição a novos clientes e parceiros
— Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio
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