Embraer registra lucro de R$ 167,1 mi no 3º tri com alta de 34% e mantém metas

Carteira de pedidos em recorde, com demanda sustentada em todas as frentes
A Embraer encerrou o trimestre com US$ 17,8 bilhões em encomendas firmes, o maior nível em um ano.

A Embraer, fabricante brasileira de aeronaves, encerrou o terceiro trimestre de 2023 com lucro ajustado de R$ 167 milhões — um crescimento de 34% sobre o mesmo período do ano anterior —, sinalizando que sua recuperação pós-pandemia deixou de ser promessa e passou a ser realidade mensurável. Com receita de R$ 6,3 bilhões e uma carteira de pedidos firmes de US$ 17,8 bilhões, a empresa ocupa um momento raro em que os números do presente confirmam a confiança depositada no futuro. Manter as projeções originais diante de resultados acima do esperado revela uma companhia que prefere a solidez da consistência ao brilho efêmero da surpresa.

  • A reversão de um prejuízo de R$ 160 milhões para um ganho de R$ 304 milhões atribuído aos acionistas em apenas doze meses marca uma virada operacional difícil de ignorar.
  • A aviação comercial puxou o crescimento com força desproporcional — alta de 57% na receita —, pressionando toda a cadeia produtiva a acompanhar o ritmo acelerado de entregas.
  • O backlog de serviços e suporte atingiu recorde histórico de US$ 2,8 bilhões, indicando que a demanda não é pontual, mas estrutural e crescente.
  • A Embraer optou por não revisar suas metas anuais de entrega, uma escolha que comunica disciplina estratégica em vez de euforia com os resultados trimestrais.
  • Com pedidos firmes no maior nível em um ano e margens em expansão em todas as divisões, a trajetória aponta para uma consolidação, não para um pico isolado.

A Embraer fechou o terceiro trimestre de 2023 com lucro líquido ajustado de R$ 167,1 milhões, crescimento de 34% sobre o mesmo período de 2022. O resultado atribuído aos acionistas foi ainda mais expressivo: R$ 304,5 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 160,4 milhões registrado um ano antes.

Os indicadores operacionais acompanharam essa melhora. O Ebitda ajustado cresceu 51,8%, chegando a R$ 736,7 milhões, com margem de 11,7%. O Ebit ajustado avançou 91%, atingindo R$ 496,6 milhões. A receita líquida de R$ 6,296 bilhões — 29% acima do trimestre anterior — foi puxada pela aviação comercial, que expandiu 57% com o aumento no volume de entregas. Defesa e segurança cresceram 30%, aviação executiva 18% e serviços 15%.

A carteira de pedidos firmes chegou a US$ 17,8 bilhões, o maior nível em um ano. A divisão comercial saltou de US$ 8,0 bilhões para US$ 8,6 bilhões, sustentada por 42 aeronaves vendidas em 2023. O backlog de serviços atingiu recorde histórico de US$ 2,8 bilhões, enquanto a aviação executiva mantinha US$ 4,3 bilhões em encomendas.

Apesar do desempenho acima das expectativas, a Embraer manteve inalteradas suas projeções para o ano, incluindo a meta de entregar até 200 aeronaves. A decisão sugere que a empresa enxerga os resultados do trimestre não como exceção, mas como parte de uma recuperação planejada e em curso.

A Embraer encerrou o terceiro trimestre de 2023 com números que refletem uma trajetória de recuperação consistente. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 167,1 milhões entre julho e setembro, representando um crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando considerado o resultado atribuído aos acionistas, o ganho foi ainda mais expressivo: R$ 304,5 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 160,4 milhões registrado doze meses antes.

Os indicadores operacionais reforçam essa tendência positiva. O Ebitda ajustado da companhia atingiu R$ 736,7 milhões, uma expansão de 51,8% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda ajustada subiu para 11,7%, ante 10% no terceiro trimestre de 2022. No critério não ajustado, o Ebitda somou R$ 660,4 milhões contra R$ 282,1 milhões um ano antes, com margem passando de 5,8% para 10,5%. O Ebit ajustado apresentou crescimento ainda mais robusto, de 91%, alcançando R$ 496,6 milhões com margem de 7,9%.

A receita líquida foi o motor desse desempenho. A companhia faturou R$ 6,296 bilhões no trimestre, 29% acima do período anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela aviação comercial, que registrou expansão de 57% na comparação anualizada, explicada fundamentalmente pelo aumento no volume de entregas de aeronaves. A unidade de defesa e segurança cresceu 30%, enquanto a aviação executiva avançou 18% e os serviços de suporte expandiram 15%.

A carteira de pedidos firmes reflete a força da demanda. Ao encerrar o terceiro trimestre, a Embraer acumulava US$ 17,8 bilhões em encomendas, o maior patamar em um ano. A aviação comercial respondeu por boa parte desse crescimento, com a carteira dessa divisão saltando de US$ 8,0 bilhões no segundo trimestre para US$ 8,6 bilhões, impulsionada por 42 aeronaves vendidas ao longo de 2023. O backlog de serviços e suporte atingiu US$ 2,8 bilhões, um recorde histórico para essa unidade de negócios, enquanto a aviação executiva mantinha um backlog de US$ 4,3 bilhões, sinalizando demanda sustentada.

Apesar dos resultados robustos, a Embraer manteve suas projeções para o ano sem alterações. A companhia continua trabalhando com a meta de entregar até 200 aeronaves em suas operações de aviação comercial e executiva até o final de 2023. Essa manutenção das metas, mesmo com o desempenho acima das expectativas, sugere que a empresa vê os números do terceiro trimestre como parte de uma trajetória esperada, não como um pico isolado. O cenário que se desenha é o de uma fabricante de aeronaves em fase de consolidação de sua recuperação, com demanda robusta e carteira de pedidos em níveis recordes.

O backlog de Serviços & Suporte atingiu US$ 2,8 bilhões no trimestre, o maior volume já registrado na unidade de negócios, enquanto na Aviação Executiva o backlog de US$ 4,3 bilhões destaca que a demanda continua sustentada
— Embraer
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

O que explica esse salto de 34% no lucro ajustado em relação ao ano passado?

Model

Principalmente o volume. A aviação comercial cresceu 57% — isso significa mais aeronaves saindo da fábrica. Quando você entrega mais unidades, a receita sobe, os custos se distribuem melhor, e o lucro cresce de forma não linear.

Inventor

Mas por que a Embraer não aumentou suas metas de entrega se os números estão tão fortes?

Model

Porque 200 aeronaves já era a meta. Se eles estão entregando conforme o planejado, não há razão para mudar a projeção. O que mudou foi a carteira de pedidos — agora tem US$ 17,8 bilhões em encomendas futuras. A empresa está olhando para frente, não apenas para este ano.

Inventor

Esse backlog recorde em serviços e suporte — o que significa?

Model

Significa que os clientes não apenas estão comprando aviões novos, mas também contratando pacotes de manutenção e suporte de longo prazo. É receita mais previsível e com margens melhores que a venda de uma aeronave única.

Inventor

A defesa e segurança cresceu 30%. Isso é relevante?

Model

É um sinal de diversificação. A Embraer não depende apenas de aviação comercial. Quando uma divisão cresce 30%, significa que há demanda em múltiplas frentes — não é um resultado concentrado em um único segmento.

Inventor

Se tudo está tão bem, por que a empresa não está mais otimista nas projeções?

Model

Porque ela está sendo prudente. Os números já falam por si. Manter as metas e entregar acima delas é melhor do que prometer demais e desapontar. É a linguagem que as empresas usam para sinalizar confiança sem arriscar credibilidade.

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