Em Berlim, onde a história frequentemente se escreve nas margens do improvável, o partido A Esquerda conquistou cerca de 25% dos votos nas eleições para o Parlamento estadual, abrindo uma janela rara para que Elif Eralp — filha de refugiados turcos, aos 45 anos — se torne a primeira prefeita de origem turca da capital alemã. A vitória, construída sobre as angústias cotidianas da moradia e do custo de vida, não é ainda uma chegada ao poder, mas um convite às negociações que decidirão o futuro da cidade. O que está em jogo não é apenas quem governa Berlim, mas que tipo de cidade ela escolhe ser.