Em meio às investigações sobre a ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, emerge uma figura emblemática da fragilidade institucional: um eletricista que emprestou seu nome para figurar como tesoureiro de uma entidade que movimentou R$ 83 milhões, sem jamais ter exercido a função. O caso ilumina uma prática antiga e perturbadora — a construção de fachadas administrativas que conferem aparência de legitimidade enquanto o poder real opera nas sombras. Quando a responsabilidade formal e a responsabilidade real se dissociam, o que resta é um vácuo onde a prestação de contas se torna impossível e