Nas eleições de 2026, ao menos 107 brasileiros transgêneros se lançaram candidatos ao Congresso e às assembleias legislativas — e vinte deles escolheram partidos de centro e direita para fazê-lo. O fenômeno desafia a suposição de que identidade de gênero e filiação ideológica caminham sempre juntas, lembrando que os partidos são organismos vivos, atravessados por correntes internas que raramente cabem em rótulos simples. A política, como sempre, revela-se mais porosa do que os mapas que tentamos desenhar para compreendê-la.