Com o início formal da campanha eleitoral brasileira em agosto de 2026, os mercados financeiros tornaram-se espelhos da incerteza sobre o futuro das contas públicas do país. Investidores estrangeiros, que no começo do ano enxergavam o Brasil como porto seguro, reverteram suas apostas diante da indefinição fiscal dos candidatos — retirando bilhões da Bolsa e do câmbio em poucas semanas. O que está em jogo não é apenas a preferência por este ou aquele nome, mas a pergunta mais antiga da economia política: um governo será capaz de honrar seus compromissos sem destruir o valor da moeda?