Quando o Oceano Pacífico aquece 2,2 graus acima do normal, esse número aparentemente modesto carrega o peso de estações inteiras. A Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram confirmaram, no 246º Fórum Climático Catarinense, que o El Niño atual atingiu a classificação de muito forte — exatamente no limiar da primavera, a estação em que o fenômeno mais se faz sentir no Sul do Brasil. Para os catarinenses, isso significa meses de chuvas acima da média, temporais mais frequentes e uma vigilância que não pode ser adiada.
El Niño é classificado como muito forte; SC se prepara para chuvas e temporais
Anomalia de 2,2 graus ultrapassou o patamar que define um El Niño muito forte
Por que exatamente 2 graus Celsius faz tanta diferença? Parece um número pequeno.
É pequeno em termos absolutos, mas em oceanografia, anomalias de temperatura no Pacífico Equatorial têm efeitos globais imensos. Esse décimo de grau extra — de 2,0 para 2,2 — cruza um limiar que muda como o fenômeno é classificado e, portanto, como os meteorologistas fazem suas previsões.
Mas quem define esse limiar de 2 graus? É a NOAA?
A NOAA usa critérios estabelecidos internacionalmente. A Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram adotam essas mesmas métricas para suas classificações locais.
E a NOAA já confirmou que vai ser muito forte, ou ainda é uma projeção?
Boa pergunta. A NOAA disse que há 90% de probabilidade de que alcance intensidade muito forte durante a primavera e verão de 2026/2027. Então tecnicamente ainda é uma projeção, mas com altíssima confiança.
Exatamente. A Defesa Civil de Santa Catarina já classificou como muito forte com base nos dados atuais, mas a confirmação oficial da NOAA ainda depende de como o fenômeno se comportar nos próximos meses.
E isso significa que outubro e novembro vão ter chuva acima da média com certeza?
A previsão indica maior frequência de sistemas meteorológicos capazes de provocar chuva intensa. Mas "acima da média" é uma expectativa, não uma garantia. O tempo ainda pode surpreender.
Verdade, mas o padrão histórico é claro: El Niño muito forte em primavera significa mais chuva no Sul do Brasil. Santa Catarina está se preparando para isso.
Então basicamente as próximas três meses vão ser molhados e perigosos?
Potencialmente, sim. Por isso as recomendações da Defesa Civil são tão específicas — evitar alagamentos, ficar longe de rios durante chuva forte, observar sinais de deslizamento.
E se não chover tanto quanto previsto? A Defesa Civil terá se preparado para nada?
Preparação para risco nunca é desperdício. Mesmo que a chuva seja menor, as estruturas de monitoramento e as orientações à população continuam válidas.
The Pulse
- A anomalia térmica de 2,2°C no Pacífico Equatorial ultrapassou o patamar técnico de 2°C, elevando oficialmente o El Niño à categoria muito forte — a mais severa da escala.
- A primavera, que vai de setembro a dezembro, é justamente o período em que os efeitos do El Niño costumam ser mais intensos em Santa Catarina, criando uma sobreposição de riscos difícil de ignorar.
- A NOAA projeta probabilidade superior a 90% de que o fenômeno mantenha essa intensidade durante toda a primavera e o verão do Hemisfério Sul de 2026 e 2027.
- Outubro e novembro concentram a maior expectativa de volumes de chuva acima da média, com temporais capazes de trazer vendavais, raios e granizo.
- Alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra tornam-se riscos concretos e imediatos para a população catarinense nos próximos três meses.
Quando o Oceano Pacífico aquece 2,2 graus acima do normal, esse número aparentemente modesto carrega o peso de estações inteiras. A Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram confirmaram, no 246º Fórum Climático Catarinense, que o El Niño atual atingiu a classificação de muito forte — exatamente no limiar da primavera, a estação em que o fenômeno mais se faz sentir no Sul do Brasil. Para os catarinenses, isso significa meses de chuvas acima da média, temporais mais frequentes e uma vigilância que não pode ser adiada.
A temperatura do Oceano Pacífico Equatorial subiu 2,2 graus Celsius acima do normal — um número que parece pequeno até que se entenda o que carrega. Na terça-feira, 29 de setembro, durante o 246º Fórum Climático Catarinense, a Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram tornaram oficial o que os dados já indicavam: o El Niño atual é classificado como muito forte. O limiar técnico para essa categoria é uma anomalia de 2 graus; o fenômeno o ultrapassou na semana anterior, chegando a 2,2 graus. A meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil estadual, sustentou a avaliação com precisão: "Na última semana, esse valor chegou a 2,2 °C, o que já permite considerar o fenômeno como de intensidade muito forte".
O timing é decisivo. A primavera, iniciada em 22 de setembro, vai até 21 de dezembro — exatamente a estação em que os efeitos do El Niño costumam ser mais visíveis em Santa Catarina. A NOAA apontou probabilidade superior a 90% de que o fenômeno mantenha essa intensidade durante a primavera e o verão do Hemisfério Sul de 2026 e 2027. Para quem vive no estado, isso se traduz em mais chuva e mais tempestade: entre outubro e dezembro, a previsão indica maior ocorrência de sistemas meteorológicos com chuva intensa, vendavais, raios e granizo, com volumes acima da média especialmente em outubro e novembro.
Essa combinação eleva significativamente o risco de alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo e orienta a população a acompanhar avisos oficiais, evitar áreas inundadas, observar sinais de deslizamento em encostas e buscar abrigo seguro durante temporais. Em emergências, o serviço pode ser acionado pelo 199. Os próximos três meses serão decisivos para entender como essa intensidade muito forte do El Niño se manifesta no cotidiano catarinense.
A temperatura do Oceano Pacífico Equatorial subiu 2,2 graus Celsius acima do normal — um número que, em si, parece pequeno até você entender o que significa. Nesta terça-feira, dia 29 de setembro, a Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram oficializaram o que os dados vinham sussurrando: o El Niño atual é agora classificado como muito forte. O limiar técnico para essa categoria é uma anomalia de 2 graus; o fenômeno ultrapassou esse patamar na semana anterior, atingindo 2,2 graus. A constatação saiu durante o 246º Fórum Climático Catarinense, consolidando uma avaliação que a meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil estadual, já havia sustentado tecnicamente. "Para essa categoria, as anomalias da temperatura da superfície do mar precisam atingir ou superar o patamar de 2 °C. Na última semana, esse valor chegou a 2,2 °C, o que já permite considerar o fenômeno como de intensidade muito forte", explicou.
O timing importa. A primavera começou no dia 22 de setembro e vai até 21 de dezembro — exatamente a estação em que os efeitos do El Niño costumam ser mais visíveis em Santa Catarina. A NOAA, a agência oceânica e atmosférica americana, atualizou suas projeções em setembro e apontou probabilidade superior a 90% de que o fenômeno alcance essa intensidade muito forte durante a primavera e o verão do Hemisfério Sul de 2026 e 2027. A avaliação leva em conta tanto as condições observadas no Pacífico quanto as projeções para os próximos meses, considerando o comportamento das anomalias em períodos determinados.
O que isso significa para quem vive em Santa Catarina é mais chuva e mais tempestade. O El Niño historicamente favorece o aumento das precipitações no Sul do Brasil, e quando combinado com as características naturais da primavera, contribui para maior frequência de temporais. Entre outubro e dezembro, a previsão indica maior ocorrência de sistemas meteorológicos capazes de provocar chuva intensa acompanhada de vendavais, raios e granizo. A expectativa é de volumes de chuva acima da média, especialmente em outubro e novembro.
Essa combinação — chuva mais frequente e volumosa, temporais mais comuns — aumenta significativamente o risco de impactos diretos. Alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra são as consequências mais óbvias. Mas há também os riscos associados aos vendavais e ao granizo, que podem danificar estruturas e deixar pessoas vulneráveis. A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo das condições meteorológicas e orienta a população a acompanhar avisos e alertas oficiais.
As recomendações são práticas e diretas. Durante períodos de chuva intensa, evite contato com água de alagamentos e não atravesse áreas inundadas, pontes ou pontilhões submersos. Crianças devem ficar longe de rios, córregos e ribeirões quando chove forte. Em áreas com risco de deslizamentos, observe sinais de perigo — inclinação de postes e árvores, movimentação de terra ou rochas, rachaduras em muros e paredes — e procure um local seguro ao identificá-los. Durante temporais com raios, vento forte e granizo, busque abrigo em uma edificação segura e mantenha distância de árvores, placas, postes e outros objetos que possam cair ou ser arremessados. Dentro de casa, fique longe de janelas. Na praia, saia imediatamente da água. Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo 199 e o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193.
O que vem pela frente é um período de vigilância constante. Os próximos três meses de primavera serão decisivos para entender como essa intensidade muito forte do El Niño se manifesta nas chuvas e tempestades de Santa Catarina.
Notable Quotes
Para essa categoria, as anomalias da temperatura da superfície do mar precisam atingir ou superar o patamar de 2°C. Na última semana, esse valor chegou a 2,2°C, o que já permite considerar o fenômeno como de intensidade muito forte— Nicolle Reis, meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina