Educação é catalisador da inovação, diz vice-presidente do Biopark em balanço de dez anos

Vice-presidente Paulo Rocha revela bastidores, erros estratégicos e plano de in…
Quando os sócios da Prati Donaduzzi, a maior fabricante de medicamentos genéricos do país, decidiram destinar metade de…
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“A educação é o principal agente catalisador para a inovação”: defende o vice-presidente do Biopark.

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Vice-presidente Paulo Rocha revela bastidores, erros estratégicos e plano de internacionalização com Alemanha. Leia mais na Tribuna do Paraná

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  • A decisão de destinar metade da receita privada da Prati Donaduzzi para construir um parque tecnológico no interior do Paraná foi recebida com ceticismo — e os primeiros anos provaram que o ceticismo tinha razão.
  • O erro estratégico inicial foi apostar em infraestrutura urbana antes de consolidar a âncora educacional, gerando espaços vazios e dependência excessiva de recursos públicos, que chegou a 85%.
  • A virada veio quando o Biopark colocou universidades e centros de pesquisa aplicada no centro do projeto, transformando a educação no principal argumento para atrair talentos que, de outra forma, jamais considerariam Toledo.
  • Hoje, com 170 empresas instaladas e foco em biotecnologia e alimentos, a dependência pública caiu para 71% — ainda alta, mas em trajetória de redução com modelo de financiamento privado mais robusto.
  • O vice-presidente Paulo Rocha anuncia expansão para Curitiba e região metropolitana, além de parceria com a Alemanha para intercâmbio de startups e pesquisadores, sinalizando que o projeto deixou de ser regional para se tornar uma aposta de escala.

A quase 500 quilômetros da capital paranaense, um experimento silencioso vem reescrevendo a lógica do desenvolvimento regional: em Toledo, o Biopark apostou na educação de alto nível como fundação de um ecossistema de inovação, antes mesmo de ter indústrias para preencher seus espaços. Após uma década de ajustes e erros confessados, o projeto — financiado pela família Donaduzzi, fundadores da maior fabricante de genéricos do Brasil — atraiu 170 empresas e pesquisadores de todo o país, e agora mira a Alemanha como próximo horizonte. É a história de uma aposta improvável que, ao inverter a ordem convencional entre infraestrutura e conhecimento, pode oferecer um modelo para regiões que não querem esperar pela metrópole para inovar.

Quando os sócios da Prati Donaduzzi resolveram destinar metade de sua receita privada para criar um ecossistema de inovação no interior do Paraná, a ideia soou improvável. Toledo não era polo universitário, não tinha tradição em tecnologia e ficava a quase 500 quilômetros de Curitiba. Mas a família Donaduzzi tinha uma convicção: que o conhecimento poderia preceder a indústria, e não o contrário.

Os primeiros anos, porém, foram de aprendizado doloroso. O Biopark começou apostando em infraestrutura urbana — espaços, conectividade, serviços — na esperança de que empresas viriam naturalmente. Não vieram na velocidade esperada, e a dependência de recursos públicos chegou a 85%, tornando o projeto vulnerável a ciclos políticos e orçamentários.

A correção de rota foi radical. O vice-presidente Paulo Rocha conta que a decisão de colocar educação de alto nível no centro do projeto mudou tudo: com universidades e centros de pesquisa aplicada funcionando dentro do parque, o Biopark passou a oferecer algo que nenhum incentivo fiscal consegue replicar — um ambiente intelectualmente estimulante. Pesquisadores e profissionais qualificados começaram a considerar Toledo não como sacrifício, mas como destino.

O resultado, dez anos depois, são 170 empresas instaladas, pesquisadores vindos de todo o país e avanços concretos em biotecnologia e alimentos. A dependência pública caiu para 71% — ainda significativa, mas em queda consistente à medida que o modelo privado ganha musculatura.

Agora o Biopark olha para fora. Estão planejadas filiais educacionais em Curitiba e na região metropolitana, e uma parceria com a Alemanha deve abrir canais de intercâmbio para startups e pesquisadores. O que começou como uma aposta familiar no interior do Paraná começa a desenhar contornos de um modelo exportável — a prova de que, às vezes, a inovação nasce onde menos se espera, desde que alguém decida plantar educação antes de esperar colheita.

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Quando os sócios da Prati Donaduzzi, a maior fabricante de medicamentos genéricos do país, decidiram destinar metade de sua receita privada para a criação de um ecossistema de inovação a quase 500 quilômetros de Curitiba, a ideia pareceu d…

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