Ao completar dez anos, a editora Ubu transforma sua celebração em um gesto público: um festival gratuito de quatro dias no coração de São Paulo, onde intelectuais de diferentes tradições se reúnem para pensar colonialismo, tecnologia, política urbana e os desafios da contemporaneidade. Realizado em parceria com a Folha entre 26 e 29 de agosto, o evento ocupa a Biblioteca Mário de Andrade e a nova sede da editora, estendendo-se depois para o ambiente virtual em setembro. É o retrato de uma casa editorial que escolhe o debate coletivo como forma de marcar sua própria história.
Editora Ubu celebra dez anos com festival gratuito em São Paulo
Essas ideias são para todos, não apenas para quem tem dinheiro
Por que uma editora escolhe celebrar dez anos com um festival aberto e gratuito, em vez de um evento fechado para convidados?
Porque uma editora que publica Malcom Ferdinand e Christian Dunker não está vendendo livros para quem já sabe que quer ler. Está tentando criar o leitor. Um festival gratuito diz: essas ideias são para todos, não apenas para quem tem dinheiro.
Os temas parecem muito específicos — colonialismo, algoritmos, cosmopolíticas indígenas. Isso atrai muita gente?
Atrai exatamente quem precisa ser atraído. A Ubu não é uma editora de bestseller. É uma editora que aposta que há público para pensar seriamente sobre como vivemos agora. O fato de os ingressos para a biblioteca já estarem esgotados sugere que acertaram.
Por que estender o festival até setembro em formato virtual?
Porque o público que quer ouvir Evgeny Morozov falar sobre tecnologia e poder não está todo em São Paulo. E porque assinantes do Circuito Ubu — pessoas que já pagam para acompanhar a editora — merecem acesso exclusivo a Jonathan Crary. É um jeito de reconhecer quem já está dentro.
Qual é o risco de uma editora fazer isso?
Que ninguém apareça. Que os ingressos gratuitos atraiam gente que não vai ler os livros depois. Mas a Ubu parece estar apostando que o risco de não fazer nada é maior que o risco de tentar.
Der Puls
- Os ingressos para a Biblioteca Mário de Andrade já estão esgotados, criando uma demanda que supera a capacidade dos espaços e exige fila de espera presencial.
- Pensadores como Malcom Ferdinand, Manuela Carneiro da Cunha e Vladimir Safatle trazem ao festival tensões urgentes — do legado colonial às estratégias de resistência à extrema direita.
- A programação de sábado na sede da Ubu ainda tem vagas disponíveis na plataforma Sympla, oferecendo uma segunda chance de acesso ao público interessado.
- Em setembro, o festival migra para o formato virtual com Jonathan Crary e Evgeny Morozov, ampliando o alcance para assinantes do Circuito Ubu além das fronteiras físicas de São Paulo.
- O festival também funciona como vitrine editorial: obras inéditas de Ferdinand, Letícia Cesarino e Hanna Limulja chegam ao mercado ao longo do segundo semestre, prolongando o impacto do evento.
Ao completar dez anos, a editora Ubu transforma sua celebração em um gesto público: um festival gratuito de quatro dias no coração de São Paulo, onde intelectuais de diferentes tradições se reúnem para pensar colonialismo, tecnologia, política urbana e os desafios da contemporaneidade. Realizado em parceria com a Folha entre 26 e 29 de agosto, o evento ocupa a Biblioteca Mário de Andrade e a nova sede da editora, estendendo-se depois para o ambiente virtual em setembro. É o retrato de uma casa editorial que escolhe o debate coletivo como forma de marcar sua própria história.
A editora Ubu abre nesta quarta-feira um festival de quatro dias para celebrar uma década de existência, com entrada gratuita e programação que ocupa dois espaços no centro de São Paulo: a Biblioteca Mário de Andrade e sua nova sede na Galeria Metrópole. O evento, realizado em parceria com a Folha, reúne intelectuais, escritores e jornalistas para debater colonialismo, meio ambiente, tecnologia e política urbana.
A abertura traz o intelectual francês Malcom Ferdinand refletindo sobre as conexões entre colonialismo e questões ambientais. Na quinta, Hanna Limulja e Manuela Carneiro da Cunha conversam sobre cosmopolíticas indígenas. Na sexta, Christian Dunker e Paula Sibilia discutem com Anna Virginia Balloussier como os algoritmos estão remodelando o cotidiano.
O sábado concentra a programação na sede da Ubu, com uma atividade matinal para crianças conduzida por Antonio Prata e Talita Hoffmann, seguida de debates sobre política das cidades e estratégias contra a extrema direita, com Vladimir Safatle e Letícia Cesarino mediados por Milly Lacombe. O festival encerra com happy hour às 18h30.
Os ingressos para a biblioteca já estão esgotados, mas ainda há disponibilidade para o sábado via Sympla — e fila de espera presencial para quem chegar sem reserva. Em setembro, o festival continua no formato virtual, com Jonathan Crary e, uma semana depois, Evgeny Morozov e Michel Nieva, em encontros exclusivos para assinantes do Circuito Ubu.
A celebração também marca o lançamento de obras inéditas de Ferdinand, Cesarino e Limulja ao longo do segundo semestre, consolidando o festival como expressão da aposta da Ubu em uma intelectualidade crítica que cruza filosofia, política, tecnologia e meio ambiente.
A editora Ubu abre nesta quarta-feira um festival de quatro dias para marcar uma década de existência, oferecendo entrada gratuita a quem quiser participar. O evento, realizado em parceria com a Folha, ocupa dois espaços no centro de São Paulo: a Biblioteca Mário de Andrade e a nova sede da Ubu, instalada no terceiro andar da Galeria Metrópole. Até sábado, a programação reúne intelectuais, escritores e jornalistas para debater temas que vão desde colonialismo e meio ambiente até tecnologia e política urbana.
A abertura acontece na biblioteca na noite de quarta, com o intelectual francês Malcom Ferdinand discutindo as conexões entre colonialismo e questões ambientais, mediado por Guilherme Moura Fagundes. Na quinta-feira, o mesmo espaço recebe Hanna Limulja e Manuela Carneiro da Cunha para uma conversa sobre cosmopolíticas indígenas, com Renato Sztutman na mediação. Na sexta, a repórter especial da Folha Anna Virginia Balloussier modera um encontro entre Christian Dunker e Paula Sibilia sobre como os algoritmos estão transformando a vida cotidiana.
O sábado concentra a programação na sede da Ubu. Pela manhã, Antonio Prata e Talita Hoffmann realizam uma atividade para crianças que termina com bolo. À tarde, Guilherme Wisnik e Giselle Beiguelman refletem sobre política das cidades e das imagens com Bianca Tavolari. No final da tarde, Vladimir Safatle e Letícia Cesarino, mediados por Milly Lacombe, abordam estratégias para enfrentar a extrema direita. O festival encerra com happy hour a partir das 18h30.
Os ingressos são distribuídos gratuitamente pela plataforma Sympla. Os eventos na Biblioteca Mário de Andrade já têm entradas esgotadas, mas ainda há disponibilidade para a programação de sábado. Quem não conseguir ingresso pode tentar a fila de espera no local. A editora também oferecerá fila de espera para quem chegar sem ingresso.
A celebração não termina no fim de semana. Em setembro, o festival continua em formato virtual. No dia 23, Jonathan Crary, autor de "24/7 - Capitalismo Tardio e os Fins do Sono", participa de um encontro exclusivo para assinantes do Circuito Ubu. Uma semana depois, Evgeny Morozov e Michel Nieva discutem tecnologia, política e poder em bate-papo mediado pela repórter especial da Folha Patrícia Campos Mello.
Além dos debates, o festival marca o lançamento de novos títulos. Malcom Ferdinand, Letícia Cesarino e Hanna Limulja terão obras inéditas publicadas pela Ubu ao longo do segundo semestre deste ano. Christian Dunker, que participa do evento, tem um novo livro previsto para 2027. A programação reflete a aposta da editora em intelectualidade crítica e em autores que pensam as transformações contemporâneas através de perspectivas que cruzam filosofia, política, tecnologia e questões ambientais.
Bemerkenswerte Zitate
Malcom Ferdinand, Letícia Cesarino e Hanna Limulja terão obras inéditas lançadas pela editora ao longo do segundo semestre de 2026— Programação do festival