No limiar entre a ciência e a condição humana, a edição genética deixou de ser promessa e tornou-se realidade clínica: uma criança americana nascida com uma doença potencialmente fatal foi tratada com sucesso por meio da tecnologia CRISPR, que permite corrigir erros pontuais no DNA com precisão sem precedentes. O avanço, fruto de décadas de pesquisa iniciadas com o Projeto Genoma Humano, abre horizontes extraordinários para pacientes com doenças raras — mas também convoca a humanidade a refletir sobre os limites éticos de reescrever o próprio código da vida.
Edição genética avança no tratamento de doenças raras, mas divide especialistas
Criança com doença genética rara que acumulava amônia no organismo em níveis 100 vezes acima do normal foi tratada com sucesso, evitando morte iminente.