A cada ciclo fiscal, o Brasil se depara com a mesma tensão entre progresso e estrutura: os economistas consultados pelo Ministério da Fazenda melhoraram suas projeções para o déficit primário de 2026 e 2027, reconhecendo avanços reais no controle das contas públicas. Ainda assim, a dívida bruta segue escalando — alimentada por uma taxa Selic que transforma cada ponto percentual de melhora primária em fardo adicional de juros. O relatório Prisma desta terça-feira (15) não anuncia vitória nem derrota, mas revela a geometria de um desafio que exige mais do que disciplina fiscal: exige tempo e jur