Economista Ana Paula Vescovi deixa Santander após 7 anos à frente de Estudos Econômicos

Não havia manual para navegar esse ambiente
Reflexão de Vescovi sobre os sete anos liderando estudos econômicos em período de transformações globais.

Após sete anos navegando crises e transformações sem precedentes — pandemia, inflação global e reordenamentos geopolíticos —, a economista Ana Paula Vescovi encerra seu ciclo à frente dos Estudos Econômicos do Santander Brasil. Sua trajetória, que passou pelo Tesouro Nacional e pela Secretaria da Fazenda do Espírito Santo, reflete a convicção de que a análise econômica existe para iluminar decisões humanas diante da incerteza. A saída coincide com uma projeção otimista para a economia capixaba, como se ela deixasse o banco com uma última contribuição ao estado que também a formou.

  • Vescovi deixa o Santander em um momento de transição institucional, após liderar a área durante um dos períodos mais turbulentos da economia global recente.
  • A ausência de 'manuais' para crises sobrepostas — pandemia, inflação, aperto monetário e choques geopolíticos — tornou sua gestão um exercício contínuo de adaptação e rigor analítico.
  • Dias antes de sua saída, um estudo sob sua liderança projetou o Espírito Santo como o estado de maior crescimento econômico do Sudeste até 2027, reforçando o peso de sua última entrega.
  • O Santander confirmou que Sandro Sobral, com mais de 20 anos em gestão financeira, assumirá a área, sinalizando continuidade institucional sem ruptura de estrutura.
  • A transição encerra um ciclo relevante na pesquisa econômica do banco e reposiciona a área para um novo momento do cenário macroeconômico brasileiro.

Ana Paula Vescovi deixou o Santander Brasil na semana passada, após sete anos à frente da área de Estudos Econômicos. Com passagens pelo governo federal como secretária do Tesouro Nacional e pelo Espírito Santo como secretária da Fazenda, ela acumulou uma trajetória que combinou serviço público e análise privada de alto nível.

Durante sua gestão no banco, o mundo atravessou transformações sem roteiro definido: a pandemia de Covid-19, o retorno da inflação global, ciclos de aperto monetário e realinhamentos geopolíticos. Em reflexão publicada nas redes sociais, Vescovi reconheceu que não havia manual para aquele ambiente — e que justamente por isso o período foi rico em aprendizado.

Sua convicção central, reafirmada ao deixar o cargo, é que a análise econômica só cumpre seu papel quando ajuda pessoas e organizações a decidir melhor diante da incerteza. Poucos dias antes de sua saída, um estudo liderado por ela projetou que o Espírito Santo terá o maior crescimento econômico entre os estados do Sudeste até 2027 — uma última contribuição concreta ao debate regional.

O Santander confirmou a transição: Sandro Sobral, executivo com mais de duas décadas em gestão financeira, assumirá a liderança da área. O banco reconheceu a contribuição de Vescovi para o fortalecimento da pesquisa econômica institucional, encerrando um ciclo e abrindo um novo capítulo para a estrutura de análise do banco.

Ana Paula Vescovi saiu do Santander Brasil na semana passada, encerrando uma trajetória de sete anos à frente da área de Estudos Econômicos do banco. A economista, que já ocupou cargos de secretária da Fazenda do Espírito Santo e secretária do Tesouro Nacional, deixa a instituição em um momento em que seus estudos apontam para um cenário promissor na economia capixaba.

Durante sua permanência no Santander, Vescovi navegou por um período de transformações econômicas profundas. A pandemia de Covid-19, o retorno da inflação global, ciclos de aperto monetário, realinhamentos geopolíticos e a aceleração tecnológica marcaram os anos em que ela liderou a produção de análises e cenários econômicos para o banco. Em reflexão publicada nas redes sociais, ela reconheceu a ausência de um roteiro pronto para lidar com essa complexidade. "Não havia manual para navegar esse ambiente", escreveu, destacando como o período foi rico em aprendizado.

Vescovi enfatizou que seu trabalho no Santander foi orientado por uma convicção central: a análise econômica cumpre seu propósito quando ajuda pessoas e organizações a tomar decisões melhores diante da incerteza inevitável. Ela valorizou a oportunidade de levar esse trabalho a empresas, investidores e ao debate público, em uma instituição que, segundo ela, valoriza o rigor analítico.

Justos dias antes de sua saída, um estudo liderado por Vescovi projetou que o Espírito Santo terá o maior crescimento econômico entre os estados da Região Sudeste até 2027. A análise reforça a relevância do trabalho que ela desenvolveu no banco, conectando pesquisa econômica com perspectivas concretas para o desenvolvimento regional.

O Santander confirmou a transição de liderança na área de Estudos Econômicos. Sandro Sobral, executivo com mais de duas décadas de experiência em gestão financeira, assumirá a responsabilidade pela área. O banco reconheceu a contribuição de Vescovi para o fortalecimento da análise econômica da instituição, particularmente em um contexto de transformações significativas no Brasil e no mundo. A mudança marca o fim de um ciclo importante na história recente do banco e abre um novo capítulo para a estrutura de pesquisa econômica do Santander.

A análise econômica cumpre seu papel quando ajuda pessoas e organizações a tomar melhores decisões em um ambiente inevitavelmente marcado pela incerteza
— Ana Paula Vescovi
Ana Paula contribuiu para o fortalecimento da análise econômica da instituição, liderando a produção de estudos e cenários em um contexto marcado por importantes transformações
— Santander Brasil
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que uma economista com essa trajetória — secretária de Fazenda, secretária do Tesouro — escolhe trabalhar em um banco?

Model

Porque análise econômica de qualidade precisa de espaço e recursos. Um banco oferece ambos. E oferece também uma plataforma para que o trabalho chegue a quem toma decisão.

Inventor

Sete anos é um tempo longo. O que muda em uma instituição nesse período?

Model

Tudo. Você entra em um mundo, sai de outro. Pandemia, inflação, geopolítica — não são cenários abstratos. São transformações que exigem que você repense constantemente como a economia funciona.

Inventor

Ela menciona que "não havia manual". Isso é frustrante ou libertador?

Model

Ambos. Frustrante porque você não pode se apoiar em precedentes. Libertador porque força você a pensar com rigor, sem atalhos. É quando a análise econômica realmente importa.

Inventor

O timing da saída é interessante — logo após um estudo otimista sobre o Espírito Santo.

Model

Não é coincidência. Ela deixa um legado concreto. Seu trabalho não desaparece com ela. Fica documentado, fica no debate público.

Inventor

Quem assume agora tem um desafio?

Model

Tem uma responsabilidade. Sandro Sobral herda uma área que foi construída com rigor. Precisa manter isso enquanto o mundo continua mudando.

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