A dois meses das eleições de meio de mandato, os Estados Unidos vivem um daqueles momentos em que a distância entre a retórica do poder e a experiência cotidiana dos cidadãos se torna impossível de ignorar. Com aprovação em 33% e uma economia que pesa no bolso de quem vota, Donald Trump e os republicanos enfrentam a força quase gravitacional da história: desde 1938, o partido do presidente perdeu cadeiras no Congresso em vinte das vinte e duas eleições intermediárias. O que está em jogo não é apenas uma maioria parlamentar, mas o espaço político que moldará os dois últimos anos de um mandato j