Um casal brasileiro descobriu que o investimento de R$ 38 mil em energia solar — feito com base em promessas de economia — perdeu metade do seu valor quando a distribuidora alterou silenciosamente as regras de compensação no terceiro mês. O episódio revela uma tensão estrutural no mercado solar residencial: consumidores assumem dívidas de longo prazo com base em cenários regulatórios que podem mudar sem aviso. É a antiga história do risco invisível — aquele que não está no contrato, mas que recai inteiramente sobre quem menos pode absorvê-lo.