Eclipse lunar será parcialmente visível em partes do Brasil na madrugada de terça

A luz vermelha atravessa a atmosfera e ilumina a Lua
Explicação de como a Lua adquire seu tom avermelhado durante um eclipse lunar total.
Mark

Por que o eclipse lunar é chamado de 'Lua de Sangue'? É só uma questão de cor?

Mimi

É mais do que isso. A cor vermelha é real — é luz solar que atravessou toda a atmosfera da Terra e chegou até a Lua. Mas o nome carrega uma carga histórica e cultural. Antigos observadores do céu viam aquele brilho avermelhado e interpretavam como um sinal, um presságio. Hoje sabemos a física por trás, mas a beleza do fenômeno permanece.

Mark

Se o Brasil só vê parcialmente, vale a pena acordar para assistir?

Mimi

Depende de onde você está. Se estiver no norte ou centro-oeste, sim — você verá algo real, mesmo que não seja o eclipse completo. Se estiver no sul ou sudeste, provavelmente não vale acordar. Mas a transmissão ao vivo resolve isso. Você vê o fenômeno em sua totalidade, sem sair de casa.

Mark

Como a Nasa consegue prever esses eventos com tanta precisão?

Mimi

Os movimentos dos corpos celestes são previsíveis. A órbita da Lua, a órbita da Terra, a posição do Sol — tudo segue leis matemáticas que conhecemos há séculos. Um eclipse é apenas uma questão de geometria. Quando os três corpos se alinham, sabemos exatamente quando e onde isso acontecerá.

Mark

A cor vermelha muda dependendo de onde você observa?

Mimi

Sim, ligeiramente. A quantidade de poeira e partículas na atmosfera terrestre afeta como a luz é refratada. Um ano com muitas erupções vulcânicas, por exemplo, pode tornar a Lua mais escura durante um eclipse. Mas o tom avermelhado é sempre o mesmo — é a assinatura da nossa atmosfera.

  • O eclipse lunar total de 3 de março será visível apenas parcialmente no Brasil, frustrando quem esperava ver a Lua de Sangue em sua forma completa.
  • As regiões mais favorecidas são Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e o oeste do Mato Grosso e do Pará, onde a visibilidade parcial será mais expressiva na madrugada.
  • A cor vermelha característica do fenômeno resulta da física da atmosfera: a luz azul se dispersa e apenas os comprimentos de onda mais longos — vermelho e laranja — contornam a Terra e iluminam a Lua.
  • Para quem estiver fora das zonas de visibilidade ou sob cobertura de nuvens, o portal Time and Date oferecerá transmissão ao vivo em tempo real do evento.

Na madrugada de 3 de março de 2026, a Terra se colocará entre o Sol e a Lua num alinhamento que a humanidade contempla desde os primórdios de sua existência: o eclipse lunar total. Para o Brasil, o espetáculo chegará de forma parcial, privilegiando as regiões norte e centro-oeste, enquanto o restante do planeta — da Austrália à Ásia Oriental — assistirá à chamada Lua de Sangue em sua plenitude avermelhada. É um lembrete de que os grandes fenômenos celestes não pertencem a nenhum lugar em particular, mas a todos que erguem os olhos ao céu.

Na madrugada de terça-feira, 3 de março, a Terra se posicionará diretamente entre o Sol e a Lua, produzindo um eclipse lunar total — um dos fenômenos celestes mais antigos observados pela humanidade. No Brasil, porém, o espetáculo será apenas parcial.

As melhores condições de observação no país concentram-se nas regiões norte e centro-oeste: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e as faixas oeste do Mato Grosso e do Pará. Grande parte da América do Sul e da Ásia Central também verá uma versão incompleta do evento. Já na Ásia Oriental, na Austrália e em boa parte do Pacífico, o eclipse se manifestará em sua totalidade.

O que torna o fenômeno visualmente marcante é a tonalidade avermelhada que a Lua adquire — a chamada Lua de Sangue. Quando o satélite entra na sombra terrestre, a luz solar refratada pela atmosfera projeta sobre ele apenas os comprimentos de onda mais longos: vermelho e laranja. As cores azul e violeta se dispersam e desaparecem. A Nasa compara esse efeito ao que ocorre durante o nascer e o pôr do sol, quando a luz percorre um caminho mais longo pela atmosfera e perde sua componente azulada.

Para quem não puder observar o eclipse diretamente — seja pela localização geográfica ou pelo tempo encoberto —, o portal Time and Date realizará uma transmissão ao vivo, permitindo que qualquer pessoa no Brasil acompanhe o fenômeno em tempo real.

Na madrugada de terça-feira, 3 de março, a Terra se posicionará diretamente entre o Sol e a Lua, criando um dos espetáculos celestes mais antigos que os humanos conhecem: um eclipse lunar total, visível em partes do Brasil como um fenômeno parcial.

O alinhamento será melhor observado nas regiões norte e centro-oeste do país. Quem estiver no Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, na faixa oeste do Mato Grosso e do Pará terá a melhor chance de acompanhar o evento da madrugada. Mas mesmo para essas áreas, a visibilidade será apenas parcial — o Brasil não está posicionado para ver o eclipse em sua totalidade. Grande parte do restante da América do Sul também conseguirá captar uma versão incompleta do fenômeno, assim como a Ásia Central. Já na Ásia Oriental, Austrália e na maior parte do Pacífico, o eclipse será visto em sua forma total ao entardecer. Ao longo de toda a noite no Pacífico e no início da manhã na América do Norte, Central e no extremo oeste da América do Sul, o espetáculo também será total.

O que torna esse evento tão visualmente marcante é a cor que a Lua adquire durante o eclipse — um tom avermelhado profundo que deu origem ao nome popular 'Lua de Sangue'. A explicação para essa tonalidade reside na física da luz e da atmosfera terrestre. Quando a Lua entra na sombra da Terra, ela não fica completamente escura. Em vez disso, a luz solar que atravessa a atmosfera do nosso planeta é refratada e projetada sobre a superfície lunar. As cores com comprimentos de onda mais curtos — azul e violeta — se dispersam e desaparecem, enquanto as ondas mais longas, especialmente o vermelho e o laranja, conseguem atravessar a atmosfera, contornar a Terra e iluminar o satélite com aquele brilho avermelhado característico.

A Nasa compara esse fenômeno ao que vemos durante o nascer e o pôr do sol. Quando o Sol está próximo do horizonte, sua luz percorre um caminho muito mais longo através da atmosfera terrestre, em um ângulo mais baixo. Nessas condições, a componente azulada da luz — aquela que vemos quando o Sol está a pino no céu — se dispersa completamente, deixando apenas as tonalidades avermelhadas chegarem aos nossos olhos. O eclipse lunar funciona exatamente assim, mas em escala planetária.

Para quem não estiver nas regiões onde o eclipse será visível, ou para aqueles que preferem uma transmissão mais clara e sem depender do tempo, o portal Time and Date fará uma transmissão ao vivo do evento. Essa opção permite que qualquer pessoa, em qualquer lugar do Brasil, acompanhe o fenômeno em tempo real, mesmo que as nuvens ou a distância geográfica impeçam a observação direta.

O eclipse lunar total acontece em períodos de Lua Cheia, quando a Terra fica entre o Sol e o satélite
— Nasa
O fenômeno se assemelha ao nascer e entardecer, quando a luz solar percorre um caminho mais longo pela atmosfera
— Nasa
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