Eclipse lunar quase total vai encobrir 96,2% da Lua de quinta para sexta em todo o Brasil

Quase toda a Lua desaparecerá sob a sombra da Terra
O eclipse cobrirá 96,2% da Lua, deixando visível apenas uma faixa tênue de luz no pico do fenômeno.
Mark

Por que este eclipse é considerado parcial se cobre quase toda a Lua?

Mimi

Porque uma pequena parte do disco lunar permanece fora da umbra, a sombra mais escura. Tecnicamente, isso o torna parcial. Mas visualmente, é quase indistinguível de um eclipse total.

Mark

E a Lua vai ficar vermelha como em um eclipse total?

Mimi

Não completamente. Apenas a porção dentro da umbra pode ganhar tons alaranjados ou avermelhados. É a luz solar sendo filtrada pela nossa atmosfera e alcançando a Lua.

Mark

Preciso de óculos especiais ou telescópio para ver?

Mimi

Não. Seus olhos são suficientes. Ao contrário de um eclipse solar, este não oferece risco à visão. Binóculos ajudam, mas não são necessários.

Mark

Qual é o melhor horário para olhar?

Mimi

Se quiser ver o pico do fenômeno, quando a Lua estará mais escurecida, olhe para o céu à 1h13 de sexta-feira. Mas o eclipse inteiro dura mais de 5 horas, então há tempo.

Mark

Todos no Brasil conseguirão ver?

Mimi

Teoricamente sim, em todas as regiões. O obstáculo real é o tempo — nuvens podem bloquear a visão. Mas se o céu estiver limpo, o país inteiro tem acesso ao espetáculo completo.

  • Eclipse cobrirá 96,2% da Lua na madrugada de 27 para 28 de agosto
  • Pico do fenômeno às 1h13 de sexta-feira (horário de Brasília)
  • Fase parcial durará aproximadamente 3 horas e 18 minutos
  • Visível a olho nu em todas as regiões do Brasil
  • Nenhum equipamento especial necessário para observação

O eclipse obscurecerá quase toda a Lua, deixando apenas uma pequena faixa iluminada no pico do fenômeno às 1h13 de sexta-feira. Nenhum equipamento especial é necessário para observar; o fenômeno será visível a olho nu em todas as regiões do país se o tempo permitir.

Eclipse lunar parcial cobrirá 96,2% da Lua na noite de 27 para 28 de agosto, visível em todo o Brasil. O fenômeno começará às 22h24 de quinta-feira e atingirá seu pico às 1h13 de sexta-feira.

Na madrugada entre quinta e sexta-feira, brasileiros de norte a sul terão a chance de testemunhar um espetáculo celeste raro: a Lua desaparecerá quase completamente sob a sombra da Terra, deixando visível apenas uma faixa tênue de luz. O eclipse começará ainda na noite de quinta-feira, às 22h24, e se estenderá pela madrugada adentro, com o ponto de máximo obscurecimento marcado para 1h13 de sexta-feira.

O fenômeno será parcial por definição técnica, mas apenas tecnicamente. Enquanto um eclipse total envolve o disco lunar inteiro desaparecendo na umbra — a região mais escura da sombra terrestre — este cobrirá 96,2% da superfície lunar, deixando apenas uma pequena porção fora dessa zona de escuridão. "O fenômeno vai obscurecer 96,2% da Lua, o que o torna visualmente quase um eclipse total", explica Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional. Para fins práticos, qualquer pessoa que olhe para o céu verá uma Lua quase completamente desaparecida.

O eclipse ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham perfeitamente, com nosso planeta posicionado entre os outros dois astros. A sombra que a Terra projeta no espaço possui duas camadas: a penumbra, mais clara e difícil de notar, e a umbra, aquela região de escuridão profunda. Na madrugada de sexta-feira, a Lua penetrará fundo na umbra, mas não completamente — daí a classificação de parcial.

O cronograma do evento é preciso. A fase penumbral iniciará às 22h24 de quinta-feira, praticamente imperceptível a olho nu. Às 23h34, a Lua entrará na fase parcial, quando o obscurecimento se torna visível. O auge ocorrerá à 1h13 de sexta-feira, momento em que a maior parte do disco lunar estará coberta. A partir daí, o fenômeno se dissipará: a fase parcial terminará às 2h52, e o eclipse se encerrará completamente às 4h02, quando a Lua sairá da penumbra. A fase parcial durará aproximadamente 3 horas e 18 minutos; considerando as fases penumbrais, o eclipse inteiro se estenderá por cerca de 5 horas e 38 minutos.

Uma questão frequente é se a Lua ficará vermelha. Como este não será um eclipse total, o fenômeno não produzirá a "Lua de Sangue" — aquele disco completamente avermelhado que marca os eclipses totais. Ainda assim, a porção da Lua dentro da umbra pode adquirir tons alaranjados ou avermelhados. Isso ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a Lua. A luz azul se dispersa facilmente na atmosfera, enquanto comprimentos de onda mais longos — vermelhos e alaranjados — conseguem atravessá-la e iluminar a superfície lunar. É o mesmo processo que torna vermelhos os amanheceres e entardeceres na Terra. A NASA compara o fenômeno a todos os nascer e pôr do Sol do planeta sendo projetados simultaneamente sobre a Lua.

A observação é acessível a qualquer pessoa. Nenhum equipamento especial é necessário; o eclipse será visível a olho nu e, diferentemente de um eclipse solar, não oferece risco à visão. Binóculos ou telescópios podem aprimorar a visualização dos detalhes da superfície lunar e da região sombreada, mas não são obrigatórios. O principal obstáculo será meteorológico: nuvens podem impedir ou dificultar a observação. No Brasil, porém, há uma vantagem: será possível acompanhar todas as fases do fenômeno do início ao fim, desde a entrada na penumbra até o término próximo às 4h da manhã. Em outras partes do mundo — Europa, África e outras regiões das Américas — o eclipse será visível, mas nem sempre em sua totalidade. Aqui, o país inteiro terá acesso ao espetáculo completo, desde que o tempo colabore.

O fenômeno vai obscurecer 96,2% da Lua, o que o torna visualmente quase um eclipse total
— Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional
Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser
— Josina Oliveira do Nascimento
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