No final de agosto, a Terra se posicionará entre o Sol e a Lua com uma precisão que encobre 93% do satélite — um eclipse parcial que, em magnitude, rivaliza com os totais. Visível a olho nu em todo o Brasil entre os dias 27 e 28, o fenômeno poderá tingir a Lua de vermelho, lembrando a humanidade de que os grandes espetáculos do cosmos não exigem ingresso nem equipamento — apenas a disposição de olhar para cima.
Eclipse lunar encobrirá 93% da Lua e será visível em todo o Brasil
A Lua vai estar quase toda encoberta pelo fenômeno
Por que um eclipse lunar parcial é tão especial se não é total?
Porque a magnitude importa mais que a classificação técnica. Noventa e três por cento é quase tudo. A Lua fica praticamente invisível, apenas uma borda fina permanece iluminada. Para quem observa, a experiência é próxima à de um eclipse total, mas sem ter de esperar décadas.
E por que a Lua fica vermelha?
A atmosfera terrestre age como um prisma. Quando a Lua está na sombra da Terra, a luz solar ainda a alcança, mas filtrada. Os tons azuis e verdes são absorvidos; os vermelhos e alaranjados passam. É a mesma razão pela qual o pôr do sol é vermelho.
Isso é perigoso para os olhos?
Não. Eclipses solares são perigosos porque você está olhando diretamente para o Sol. Um eclipse lunar é seguro porque a Lua está na sombra. Você pode observar sem proteção, sem equipamento, apenas olhando para cima.
Quando foi a última vez que algo assim aconteceu no Brasil?
O astrônomo não especifica, mas deixa claro que oportunidades desta magnitude são raras. Não é algo que aconteça todo ano. Por isso a recomendação é tão enfática: não deixe passar.
Preciso de um telescópio para ver?
Não. A olho nu é suficiente. Um telescópio pode até atrapalhar, porque reduz o campo de visão. O melhor é simplesmente olhar para o céu.
Le Pouls
- Um eclipse lunar de 93% de cobertura é tecnicamente parcial, mas sua magnitude o coloca entre os fenômenos mais impressionantes que brasileiros poderão testemunhar em anos.
- A Lua pode adquirir uma coloração avermelhada — a chamada 'Lua de sangue' — resultado da luz solar filtrada pela atmosfera terrestre e refratada sobre a superfície lunar.
- Ao contrário dos eclipses solares, este evento não exige óculos especiais nem telescópios, tornando a observação acessível a qualquer pessoa em qualquer ponto do país.
- O astrônomo Thiago Gonçalves, da UFRJ, alerta que oportunidades de eclipse com essa magnitude não se repetem com frequência, reforçando o apelo para que ninguém perca a janela dos dias 27 e 28 de agosto.
No final de agosto, a Terra se posicionará entre o Sol e a Lua com uma precisão que encobre 93% do satélite — um eclipse parcial que, em magnitude, rivaliza com os totais. Visível a olho nu em todo o Brasil entre os dias 27 e 28, o fenômeno poderá tingir a Lua de vermelho, lembrando a humanidade de que os grandes espetáculos do cosmos não exigem ingresso nem equipamento — apenas a disposição de olhar para cima.
Entre os dias 27 e 28 de agosto, a Lua quase desaparecerá do céu noturno brasileiro. Um eclipse lunar cobrirá cerca de 93% do satélite, deixando visível apenas uma fina borda iluminada enquanto a Terra se interpõe entre o Sol e seu vizinho celeste. Embora classificado tecnicamente como eclipse parcial, a magnitude do fenômeno o aproxima dos eclipses totais em termos de impacto visual.
O evento não exige nenhum equipamento especial. Diferentemente dos eclipses solares, que demandam proteção ocular, este pode ser acompanhado a olho nu de qualquer ponto do território nacional — uma oportunidade democrática e rara para quem deseja se conectar com os movimentos do cosmos.
Durante o alinhamento, a atmosfera terrestre atua como um filtro, refratando a luz solar e permitindo que comprimentos de onda vermelhos e alaranjados alcancem a superfície lunar. É esse efeito que pode tingir a Lua de vermelho — o fenômeno conhecido como 'Lua de sangue'.
Thiago Gonçalves, astrônomo e diretor do Observatório do Valongo da UFRJ, destaca a raridade do momento e recomenda que ninguém deixe passar a oportunidade. Para os curiosos e apaixonados por astronomia, os dias 27 e 28 de agosto representam uma janela que não se abrirá novamente tão cedo.
Nos últimos dias de agosto, a Lua desaparecerá quase inteira do céu noturno brasileiro. Entre 27 e 28 de agosto, um eclipse lunar cobrirá aproximadamente 93% do satélite, deixando visível apenas uma fina borda enquanto a Terra se interpõe entre o Sol e nosso vizinho celeste. Embora tecnicamente classificado como eclipse parcial — porque nem a totalidade do disco lunar entrará na sombra terrestre — o fenômeno será de magnitude extraordinária, oferecendo aos brasileiros um espetáculo raro e acessível.
A observação será possível de qualquer ponto do país e não exigirá nenhum equipamento de proteção especial. Diferentemente dos eclipses solares, que demandam óculos especializados para proteção dos olhos, este evento lunar pode ser acompanhado a olho nu, tornando-o uma oportunidade democrática para qualquer pessoa que olhe para o céu naquela noite.
Thiago Gonçalves, astrônomo e diretor do Observatório do Valongo vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, enfatiza a raridade do momento. Para ele, trata-se de uma das ocasiões mais próximas em que brasileiros poderão testemunhar um eclipse de tamanha magnitude. Gonçalves recomenda que não se perca a oportunidade, especialmente para quem deseja ver um fenômeno astronômico impressionante sem ter de esperar muito tempo.
Durante o eclipse, a posição dos três corpos celestes — Sol, Terra e Lua — cria um alinhamento preciso. A Terra bloqueia a luz solar que normalmente ilumina o satélite, mergulhando-o na escuridão. Mas a atmosfera terrestre não deixa tudo completamente negro. Ela funciona como um filtro, refratando a luz solar e permitindo que os comprimentos de onda vermelhos e alaranjados alcancem a superfície lunar. Este efeito é o responsável pela cor avermelhada que a Lua pode adquirir durante o eclipse — um fenômeno que os astrônomos chamam de "Lua de sangue".
O evento representa uma janela rara para observação astronômica acessível. Não há necessidade de telescópios, não há risco para a visão, e não há barreiras técnicas para participação. Qualquer pessoa com um céu claro acima de sua cabeça poderá testemunhar o espetáculo. Para os brasileiros interessados em astronomia ou simplesmente curiosos sobre os movimentos celestes, os dias 27 e 28 de agosto marcarão uma oportunidade que não se repetirá tão cedo.
Citations marquantes
Não deixe de ver. Para quem for mais ansioso e quem tiver mais interesse em ver algo mais cedo, eu recomendo o eclipse lunar, que não vai ser oficialmente um eclipse total, vai ser parcial, mas vai ser mais de 90%. A Lua vai estar quase toda encoberta.— Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da UFRJ