Na madrugada de 27 para 28 de agosto, o Brasil contemplou um eclipse lunar parcial — a chamada Lua de Sangue — em que a sombra da Terra encobriu cerca de 93% do disco lunar. O fenômeno, que durou do fim da noite até quase o amanhecer, não é apenas espetáculo: a curvatura da sombra projetada sobre a Lua é a mesma evidência geométrica que, há milênios, convenceu os antigos de que habitamos um planeta esférico. Observar o céu, nessas horas, é também revisitar a longa conversa entre a humanidade e o cosmos.