Há uma pergunta que a modernidade tecnológica insiste em adiar: se criarmos algo que não conseguimos parar, ainda somos seus criadores? Especialistas ouvidos pelo UOL confirmam que, em ambientes controlados, desligar uma inteligência artificial é tecnicamente viável — basta negar-lhe acesso à potência de cálculo. Mas à medida que os sistemas de IA se dispersam por hospitais, empresas e administrações públicas, a questão migra do domínio da engenharia para o da filosofia política: não é que não possamos desligá-los, é que já não podemos nos dar ao luxo de fazê-lo.