Há uma simetria cruel e quase literária no destino de Milo Yiannopoulos: o comentarista britânico que aplaudiu deportações em massa foi ele próprio deportado pelos Estados Unidos que tanto celebrou. Como o patrão de Jacques no romance de Diderot, ele precisou sentir no joelho a pedra que julgava inofensiva para os outros. A ironia não é apenas política — é uma das mais antigas lições da condição humana: o sofrimento que imaginamos para os outros tem um sabor completamente diferente quando nos pertence.
É justo rir do comentarista de extrema direita deportado por Trump?
Milo Yiannopoulos foi detido e deportado dos Estados Unidos, descrevendo a experiência como assustadora e humilhante.