Em um momento em que o Brasil debate os rumos de suas contas públicas, o ministro da Fazenda Dario Durigan prepara encontros no Rio de Janeiro com Arminio Fraga e Pedro Malan — dois arquitetos da política econômica da era FHC que, apesar de críticos do petismo, apoiaram Lula em 2022. O gesto revela uma busca deliberada por legitimidade junto ao mercado financeiro e por ideias que possam sustentar um arcabouço fiscal mais rigoroso em um eventual quarto mandato. Na história longa das democracias, governos que sobrevivem ao tempo aprendem a ouvir vozes que não são as suas.