Em tempos em que guerras distantes reverberam nos preços do pão e do combustível, o ministro da Fazenda Dario Durigan buscou reposicionar o debate econômico brasileiro: a inflação que corrói o poder de compra dos cidadãos não nasce do excesso de gastos públicos, mas dos tremores geopolíticos que partem do Oriente Médio e chegam às bombas de gasolina e aos campos de soja. Ao apontar o conflito entre Irã e Estados Unidos como vetor central da pressão inflacionária global, Durigan convida o país a refletir sobre quanto de seu sofrimento econômico é, na verdade, importado — e quanto custa, em reai