Dupla é presa por homicídio e golpe do amor na Bahia

Erivaldo Alves dos Santos, 47 anos, foi morto pelos criminosos após ser atraído por perfil falso no Facebook e ter sua conta bancária esvaziada.
A cova foi cavada dois dias antes da chegada da vítima
O delegado descreveu como o crime foi planejado com antecedência, indicando premeditação no assassinato de Erivaldo.
Mark

Como exatamente funcionava o golpe? Qual era a sequência?

Mimi

Um deles criava um perfil falso de mulher no Facebook, construía uma relação de confiança com o homem, e depois pedia transferências bancárias. Quando o dinheiro era transferido, matavam a vítima.

Luke

Mas como Erivaldo foi convencido a vir da São Paulo até a Bahia? O relato não deixa claro se ele sabia que estava indo encontrar alguém ou se foi enganado sobre o destino.

Mark

E o planejamento — como sabemos que foi premeditado?

Mimi

A cova foi cavada dois dias antes de Erivaldo chegar. Isso não é coincidência. Eles já sabiam que iam matá-lo.

Luke

Verdade, mas o relato não explica como eles sabiam que ele viria naquele dia específico, ou se havia outras vítimas planejadas.

Mark

Quem era o terceiro homem preso no carro?

Mimi

Ele estava no mesmo veículo, mas tinha um mandado de prisão por outro homicídio, não relacionado a Erivaldo.

Luke

Então não sabemos se ele participou do golpe do amor ou se foi apenas uma coincidência estar no carro. A polícia não confirmou envolvimento dele neste crime específico.

Mark

E agora? A investigação terminou?

Mimi

Não. A polícia continua procurando por possíveis cúmplices. Eles acreditam que pode haver mais pessoas envolvidas.

Luke

Isso é importante — a polícia suspeita de uma rede maior, não apenas desses dois homens. Mas ainda não há confirmação de quem mais estava envolvido.

  • A cova foi cavada dois dias antes de Erivaldo chegar — o crime não foi um impulso, mas um roteiro executado com frieza calculada.
  • Um perfil falso de mulher no Facebook foi o único elo entre a vítima e seus algozes, mostrando como a confiança digital pode ser armada como uma cilada mortal.
  • Após esvaziar a conta bancária da vítima por transferências sucessivas no dia 2 de dezembro, os criminosos assassinaram Erivaldo e enterraram seu corpo em área rural de Arraial D'Ajuda.
  • A polícia localizou a dupla na BR-101 com o celular da vítima em mãos — evidência que levou à confissão e ao indiciamento por extorsão com restrição de liberdade e resultado morte.
  • As investigações seguem abertas, com suspeita de que outros cúmplices possam ter participado do esquema, ampliando o alcance de uma rede criminosa que usava o amor como isca.

Um homem de 47 anos partiu de São Paulo em busca de um encontro que nunca existiu — apenas a ilusão cuidadosamente construída por estranhos que já haviam cavado sua sepultura antes mesmo de sua chegada. O chamado 'golpe do amor' revela como a vulnerabilidade humana diante da solidão pode ser transformada em instrumento de exploração e, nos casos mais sombrios, de morte. Dois homens foram presos na Bahia em dezembro de 2022 após atrair, roubar e assassinar Erivaldo Alves dos Santos, expondo um esquema que começa nas redes sociais e termina na violência mais irreversível.

Erivaldo Alves dos Santos, 47 anos, saiu de São Paulo acreditando que iria ao encontro de uma mulher conhecida pelo Facebook. Nunca voltou. Em 2 de dezembro, foi assassinado no distrito de Arraial D'Ajuda, no sul da Bahia, depois de ter sua conta bancária esvaziada por transferências sucessivas. A polícia descobriu depois que a cova onde seu corpo foi enterrado já havia sido cavada dois dias antes de sua chegada — sinal de um planejamento que não deixava margem para o acaso.

A dupla operava o chamado golpe do amor: um dos criminosos criava perfis falsos de mulher nas redes sociais, construía laços de confiança com homens que buscavam relacionamentos online e, em seguida, convencia as vítimas a realizar transferências bancárias com pretextos variados. O outro integrante era responsável por receber os valores na conta. No caso de Erivaldo, o esquema foi além da fraude financeira — terminou em homicídio.

Na sexta-feira, 9 de dezembro, a Polícia Civil, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, abordou o veículo da dupla na BR-101, no trecho de Monte Pascoal, em Itabela. Com um dos presos estava o celular da vítima. Durante o interrogatório, ele confessou ter criado o perfil falso e admitiu ter matado Erivaldo após a conclusão das transferências. Os dois foram autuados em flagrante por extorsão com restrição de liberdade da vítima e resultado morte. Um terceiro ocupante do veículo também foi preso, mas por mandado de homicídio não relacionado ao caso.

As investigações continuam. A polícia suspeita que a dupla não tenha agido sozinha, e busca identificar possíveis cúmplices em um esquema que começou com uma mensagem nas redes sociais e terminou em uma cova na zona rural baiana.

Um homem de 47 anos saiu de São Paulo atraído por uma mulher que conheceu no Facebook. Erivaldo Alves dos Santos nunca chegou a voltar para casa. Na primeira semana de dezembro, ele foi morto no distrito de Arraial D'Ajuda, no sul da Bahia, depois que criminosos esvaziaram sua conta bancária através de transferências sucessivas. A polícia descobriria depois que tudo havia sido planejado com precisão — a cova onde enterraram seu corpo foi cavada dois dias antes de sua chegada à região.

Dois homens foram presos na sexta-feira, 9 de dezembro, durante uma abordagem na BR-101, no trecho que passa pelo distrito de Monte Pascoal, em Itabela. Segundo o delegado Moisés Damasceno, coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, a dupla operava um esquema conhecido como golpe do amor — uma modalidade de fraude que já havia sido documentada em outras partes do país. Um dos criminosos criava um perfil falso de mulher nas redes sociais, construindo uma história convincente para ganhar a confiança de homens que buscavam relacionamentos online. Uma vez estabelecida essa relação, o passo seguinte era sempre o mesmo: convencer a vítima a fazer transferências bancárias, geralmente com pretextos que variavam entre emergências financeiras e promessas de encontros futuros.

No caso de Erivaldo, o crime seguiu um roteiro que sugeria planejamento meticuloso. Depois que as transferências bancárias foram realizadas no dia 2 de dezembro, ele foi assassinado. O delegado explicou que a vítima teve valores roubados através de transações bancárias sucessivas e depois foi morto, seu corpo depositado em uma cova que os criminosos já haviam preparado dias antes em uma área de vegetação na zona rural de Arraial D'Ajuda.

Quando a polícia civil, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, abordou o veículo na BR-101, encontrou o celular de Erivaldo com um dos presos. Este mesmo indivíduo havia criado o perfil falso no Facebook e confessou o crime durante o interrogatório. Segundo Damasceno, ele admitiu ter assassinado a vítima após as transferências serem concluídas. O outro membro da dupla era responsável pela conta bancária que recebeu os valores roubados — a engrenagem final de um esquema que transformava atração digital em morte.

A dupla foi autuada em flagrante por extorsão com restrição da liberdade da vítima, com resultado morte. Um terceiro suspeito que estava no mesmo veículo também foi preso durante a abordagem, mas por um mandado de homicídio não relacionado à morte de Erivaldo. O Instituto Médico Legal foi acionado para remover o corpo e realizar os trabalhos periciais. As investigações continuam em busca de possíveis cúmplices que possam ter participado do crime, sugerindo que a polícia suspeita que a dupla presa possa não ter agido sozinha neste esquema que começou com uma mensagem no Facebook e terminou em uma cova na zona rural baiana.

Trata-se do golpe do amor. Um dos criminosos se passou por uma mulher, construindo um perfil falso na rede social, para atrair a vítima
— Delegado Moisés Damasceno, coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior
A vítima teve valores roubados por meio de transferências bancárias e depois foi assassinado. Ele foi enterrado em uma cova, em uma área de vegetação, na zona rural de Arraial D'Ajuda, cavada dois dias antes da sua chegada
— Delegado Moisés Damasceno
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