Por décadas, o diagnóstico psiquiátrico dependeu exclusivamente do que podia ser observado e relatado — sentimentos, padrões de pensamento, comportamentos visíveis. A próxima edição do DSM rompe com essa tradição ao incorporar, pela primeira vez, biomarcadores biológicos como exames de sangue, imagens cerebrais e testes genéticos, reconhecendo que a ciência finalmente oferece ferramentas à altura da complexidade da mente humana. É um momento de humildade e avanço simultâneos: a psiquiatria admite o quanto ainda não sabia e dá um passo decisivo em direção à medicina de precisão.