Drone russo incendeia Academia de Ciências em Kiev; funcionários fogem pelas janelas

Pelo menos uma pessoa morreu, seis ficaram feridas, uma desaparecida, e funcionários foram forçados a sair pelas janelas em risco de vida durante o incêndio.
Eles querem nos intimidar, fazer com que não consigamos trabalhar, estudar, fazer pesquisa
Uma moradora de Kiev interpreta a campanha de bombardeios russos como tentativa de paralisar a vida cotidiana além da destruição física.
Mark

Por que um ataque a um prédio de pesquisa científica importa tanto neste momento da guerra?

Mimi

Porque a Academia de Ciências não é apenas um edifício. É onde acontece quase toda a pesquisa científica de ponta da Ucrânia. Quando você queima dois andares inteiros, você está queimando décadas de trabalho, arquivos, equipamentos. Mas também há algo simbólico — a Rússia está atacando o que representa o futuro intelectual do país.

Luke

Entendo o simbolismo, mas vamos aos números. Sabemos que uma pessoa morreu, seis ficaram feridas, uma desaparecida. Esses números vêm de quem? Há confirmação oficial ou são relatos iniciais?

Mimi

Os números vêm do relato do dia. Não há indicação de que sejam provisórios, mas é verdade que em situações de crise os números podem mudar nas horas seguintes.

Mark

E esses novos drones movidos a jato que a Rússia está usando — por que são tão difíceis de derrubar?

Mimi

Porque são mais rápidos e mais manobráveis que os modelos anteriores. Os sistemas de defesa aérea da Ucrânia foram projetados para outras ameaças. É uma corrida constante — a Rússia inova, a Ucrânia tenta se adaptar.

Luke

Mas quantos drones foram lançados naquele dia? O texto diz que houve três ataques em poucas horas, mas não diz quantos drones foram disparados no total contra Kiev naquele dia.

Mimi

Isso não está no relato. Sabemos que houve pelo menos três impactos confirmados em poucas horas, mas a escala completa do bombardeio naquele dia não é especificada.

Mark

O que Vira Balanovska disse sobre a intenção russa — isso é análise dela ou há confirmação de que essa é realmente a estratégia?

Mimi

É a interpretação dela, uma interpretação que faz sentido dado o padrão de ataques. Mas você está certo em notar que é uma avaliação, não uma confirmação de intenção russa declarada.

Luke

E a filha da mulher que morreu — ela falou algo além de chorar? Há alguma declaração dela?

Mimi

Não. O texto diz que ela estava triste e revoltada, mas não tinha mais nada a dizer. Às vezes o silêncio é a resposta mais poderosa.

  • Drone russo atingiu a Academia Nacional de Ciências de Kiev pouco antes das 13h30 de segunda-feira
  • Incêndio destruiu os dois últimos andares do prédio histórico construído nos anos 1850
  • Pelo menos uma pessoa morreu, seis ficaram feridas, uma desaparecida
  • Três ataques com drones ocorreram em poucas horas na capital ucraniana
  • Rússia intensificou bombardeios com novos drones movidos a jato difíceis de interceptar

O drone atingiu o prédio histórico pouco antes das 13h30, forçando funcionários a sair pelas janelas e aguardar resgate enquanto bombeiros combatiam as chamas. A Rússia intensificou ataques com novos drones movidos a jato que são difíceis de interceptar com os sistemas de defesa aérea atuais da Ucrânia.

Um drone russo atingiu a Academia Nacional de Ciências de Kiev, incendiando dois andares e causando pelo menos uma morte e seis feridos. O ataque faz parte de uma campanha contínua de bombardeios russos contra a capital ucraniana.

Na segunda-feira à tarde, quando a maioria dos funcionários da Academia Nacional de Ciências de Kiev estava em seus escritórios almoçando, um drone russo movido a jato atingiu o edifício histórico pouco antes das 13h30. O impacto incendiou os dois últimos andares do prédio — uma estrutura amarela, rosa e branca originalmente construída nos anos 1850 como internato para meninas de uma condessa — e forçou pessoas a descerem pelas janelas enquanto esperavam pelo resgate. Bombeiros trabalhavam para controlar as chamas enquanto funcionários de uma instituição responsável por quase todas as grandes descobertas científicas da Ucrânia buscavam segurança nas ruas.

Vira Yevhrafova, vice-chefe de pesquisa com 65 anos, descreveu o que restou de seu trabalho: seu escritório no segundo andar desapareceu completamente, tudo desabou. Os feridos receberam atendimento na calçada em frente ao edifício. O ataque deixou pelo menos uma pessoa morta, seis feridas e uma desaparecida — números que se tornaram rotineiros nesta fase da guerra.

A Rússia vem bombardeando Kiev ininterruptamente há semanas com esses novos drones movidos a jato, armas que se mostraram difíceis de derrubar com os sistemas de defesa aérea disponíveis atualmente na Ucrânia. A vida cotidiana na capital agora é marcada pelo som seco e repetitivo dos disparos antiaéreos, seguido pelo impacto de um drone contra algum alvo — um centro de dados, uma rua qualquer, um posto de gasolina, um depósito, um edifício residencial. Esses ataques se tornaram tão frequentes que mal chegam às notícias internacionais, a menos que as imagens sejam particularmente dramáticas.

A filha da mulher que morreu foi até o prédio e desabou em lágrimas, triste e revoltada, mas sem palavras. Andriy Kovalenko, tenente do Exército ucraniano e ex-integrante do governo, lamentou nas redes sociais a cena de pesquisadores brilhantes deixando às pressas seus escritórios em chamas, chamando-a de "guerra idiota".

O ataque à academia foi apenas o começo de um dia intenso para as equipes de resgate. Menos de duas horas depois, outro drone atingiu uma clínica a cerca de 1,6 quilômetro ao sul. Uma hora mais tarde, outro drone foi interceptado no momento exato em que ia atingir um edifício próximo. Depois de mais um corpo coberto por um lençol sendo levado do local, os ucranianos voltaram a avaliar a estratégia russa.

Vira Balanovska, de 43 anos, passou diante da academia em chamas com sua filha de 9 anos. Ela interpretou o padrão dos ataques como algo além da destruição de infraestrutura: "Acho que o que eles querem agora é nos assustar e fazer nossa vida parar. Não se trata apenas de atacar depósitos para que não tenhamos comida. Eles também querem nos intimidar, fazer com que não consigamos trabalhar, estudar, fazer pesquisa científica ou, na verdade, fazer qualquer coisa." A campanha de bombardeios russos contra Kiev não é apenas sobre destruição física — é sobre paralisação, medo e a tentativa de quebrar a capacidade dos ucranianos de continuar vivendo.

Meu escritório desapareceu. Ficava no segundo andar. Tudo desabou, tudo
— Vira Yevhrafova, vice-chefe de pesquisa da Academia Nacional de Ciências
Acho que o que eles querem agora é nos assustar e fazer nossa vida parar. Eles também querem nos intimidar, fazer com que não consigamos trabalhar, estudar, fazer pesquisa científica ou, na verdade, fazer qualquer coisa
— Vira Balanovska, moradora de Kiev
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