Dra. Nguyen Thi Sim constrói ecossistema integrado de cuidados materno-infantil

Se um sistema depende de uma pessoa, não é um sistema
Dra. Sim sobre a diferença entre liderança pessoal e estrutura institucional sustentável.
Mark

O que a Dra. Sim está descrevendo é basicamente uma mudança de paradigma — de especialidades isoladas para integração. Mas como você mede se isso realmente funciona melhor para as famílias?

Mimi

Ela fala em dados de resultados a longo prazo. Não é apenas "o procedimento foi bem-sucedido", mas "como está a criança um, três, cinco anos depois". Isso é o que ela quer construir agora.

Luke

Mas aqui está o problema: ela não fornece números. Quantas famílias passaram por esse modelo? Qual é a taxa de sucesso comparada ao modelo tradicional? Ela está descrevendo uma visão, não um resultado comprovado.

Mimi

Verdade. Mas ela também é honesta sobre isso — diz que está construindo, não que já terminou. O modelo ainda está em desenvolvimento.

Mark

Ela menciona que cada especialidade tem prioridades diferentes — medicina fetal quer prolongar a gravidez, obstetrícia quer segurança da mãe, neonatologia quer viabilidade do bebê. Como essas tensões realmente se resolvem na prática?

Luke

Ela diz que resolve através de debate e chegando à melhor decisão para o paciente. Mas não explica o mecanismo específico. Quem tem a palavra final? Como conflitos são arbitrados?

Mimi

Ela enfatiza que não é um único médico decidindo. É a equipe, os processos, as consultas multidisciplinares. Mas você está certo — os detalhes operacionais não estão claros.

Mark

E quanto ao treinamento? Ela quer formar jovens médicos que entendam múltiplas especialidades. Isso é viável? Não corre o risco de criar generalistas em vez de especialistas?

Luke

Ela não diz que quer generalistas. Diz que quer especialistas que entendam como seu trabalho se conecta ao resto da jornada. Mas novamente, como isso funciona na prática — quanto tempo de treinamento, qual é o currículo — não sabemos.

Mimi

O que é claro é que ela está pensando em legado. Quer que o sistema funcione sem ela, que a próxima geração seja melhor. Isso sugere que ela está construindo estrutura, não apenas liderança pessoal.

Mark

Então, em resumo, ela tem uma visão clara e uma filosofia bem articulada, mas o hospital ainda está no meio do caminho de implementação?

Luke

Exatamente. E não há dados públicos que mostrem se está funcionando melhor do que o modelo tradicional. Isso não significa que não funcione — significa que ainda é cedo para saber.

  • Dra. Nguyen Thi Sim é vice-diretora geral do Hospital Universitário Phenikaa e diretora do Centro de Medicina Fetal
  • Quase 20 anos de experiência em obstetrícia, ginecologia e medicina fetal
  • Modelo integra cuidados pré-nupciais, genética, medicina fetal, obstetrícia, neonatologia, pediatria e imunização
  • Foco em dados de resultados a longo prazo — acompanhamento de crianças um, três e cinco anos após nascimento

O modelo tradicional separa cuidados em especialidades isoladas, forçando famílias a buscar fragmentadamente genética, obstetrícia, neonatologia e pediatria em diferentes locais. A Dra. Sim propõe um 'círculo fechado de cuidados' onde informações pré-natais alimentam decisões no parto e dados neonatais validam intervenções, com coordenação multidisciplinar clara.

A Dra. Nguyen Thi Sim, do Hospital PhenikaaMec, pioneira um modelo inovador que integra cuidados pré-nupciais, medicina fetal, obstetrícia, neonatologia e pediatria em um círculo contínuo, substituindo a fragmentação tradicional por uma jornada holística centrada na família.

A médica Dra. Nguyen Thi Sim, vice-diretora geral do Hospital Universitário Phenikaa e diretora do Centro de Medicina Fetal, passou quase duas décadas observando um padrão que a incomodava profundamente. Famílias grávidas precisavam se deslocar de um consultório para outro — genética aqui, ultrassom ali, especialista em anomalias acolá — juntando fragmentos de sua própria história médica como se fossem peças de um quebra-cabeça que ninguém havia pensado em montar junto. Quando anomalias eram detectadas, vinham mais transferências. Se intervenção fetal era necessária, era outro hospital. O parto acontecia em um terceiro lugar. E se o recém-nascido enfrentava complicações, a família recomeçava a busca por neonatologistas, pediatras, cardiologistas, cirurgiões. Do ponto de vista do sistema de saúde, isso fazia sentido — especialidades distintas, portas distintas. Do ponto de vista de uma mãe, era simplesmente o caos.

Essa observação levou Sim a questionar algo que a medicina moderna havia aceitado como inevitável: por que as fronteiras entre especialidades precisavam ser tão rígidas? Ela começou a construir, junto com seus colegas no Hospital Phenikaa, um modelo diferente — o que ela chama de um "círculo fechado de cuidados". Não é uma linha reta de serviços desconexos. É um ecossistema que conecta cuidados pré-nupciais, genética, tecnologia de reprodução assistida, medicina fetal, obstetrícia, neonatologia, pediatria e imunização em uma jornada contínua onde informações, responsabilidade profissional e planos de tratamento são compartilhados entre especialidades e, crucialmente, com a família.

O Centro de Medicina Fetal, neste modelo, não é um "oásis especializado" isolado. É um elo crucial em uma cadeia onde dados pré-natais informam decisões na sala de parto, e resultados neonatais retroalimentam as escolhas feitas antes do nascimento. Sim dá um exemplo concreto: um feto com anomalia cardíaca. Para a família, não importa quantos departamentos o hospital tenha. O que eles precisam saber é qual é a doença, se intervenção pré-natal é necessária, quando e onde o parto acontecerá, quem será responsável pelos cuidados pós-parto, e qual é o prognóstico a longo prazo. Se cada especialidade responde apenas sobre sua parte do trabalho e deixa a família descobrir os próximos passos sozinha, pode haver excelência em cada etapa isolada, mas ainda haverá lacunas na jornada do paciente.

Sim é clara sobre o que não está propondo: não é um único médico fazendo tudo. Pelo contrário, o círculo só funciona quando cada especialidade é suficientemente forte e existe um mecanismo de coordenação claro. O que garante o sucesso não é a crença de um indivíduo, mas a equipe, os processos, as consultas multidisciplinares, o compartilhamento de dados, os padrões de qualidade e os mecanismos de controle de segurança. Se um sistema depende exclusivamente da dedicação de uma pessoa, não é um sistema. Se só funciona quando aquela pessoa está presente, ainda é imaturo.

Ela reconhece que construir isso é mais difícil do que dominar uma técnica complexa. Máquinas podem ser compradas, procedimentos podem ser elaborados. Mas fazer com que muitas pessoas de diferentes especialidades trabalhem por um objetivo comum leva tempo. Cada especialidade tem sua própria linguagem, prioridades e métodos de avaliação de risco. A medicina fetal pode querer prolongar a gravidez por uma semana; a obstetrícia deve considerar a segurança da mãe; a neonatologia analisa a viabilidade e os riscos para o bebê naquela semana gestacional. Essas perspectivas nem sempre convergem. O que motiva Sim não é a crença de que está sempre certa, mas a convicção de que é importante construir um ambiente onde as pessoas possam dizer que não têm certeza, debater e chegar à melhor decisão para o paciente.

Seu trabalho, como ela o descreve, é encontrar pessoas talentosas, criar oportunidades para seu desenvolvimento, conectá-las umas às outras e construir um mecanismo onde as habilidades de cada pessoa se tornem uma força compartilhada. Se um dia o sistema continuar funcionando bem sem ela, e a próxima geração se sair ainda melhor, isso seria um verdadeiro sucesso. Nos próximos anos, ela quer dedicar tempo a três prioridades: desenvolver jovens médicos que entendam não apenas técnicas, mas também como diagnosticar, aconselhar, tomar decisões e conhecer seus próprios limites; construir conexões reais entre genética, obstetrícia, medicina fetal, neonatologia e pediatria para que os pacientes sintam que é uma jornada contínua; e coletar dados de resultados a longo prazo — não apenas perguntando se um procedimento foi bem-sucedido hoje, mas acompanhando como a mãe está, como o bebê se desenvolve um, três, cinco anos depois.

Sim espera que as famílias não se lembrem dela pelo número de intervenções que realizou, mas por terem tido uma equipe ao seu lado durante os momentos mais desafiadores da parentalidade, buscando as melhores opções para seus filhos. Seu objetivo final é que um dia os pacientes não precisem mais procurar o nome de um médico específico. Precisem simplesmente entrar em um sistema e saber que, desde antes do nascimento da criança até os primeiros anos de vida, sempre haverá alguém para dar continuidade ao seu cuidado.

Do ponto de vista do sistema de saúde, envolve muitas especialidades. Mas, da perspectiva de uma família, é simplesmente a jornada de uma criança e sua família.
— Dra. Nguyen Thi Sim
Meu trabalho é encontrar pessoas talentosas, criar oportunidades para o desenvolvimento delas, conectá-las umas às outras e construir um mecanismo onde as habilidades de cada pessoa se tornem uma força compartilhada.
— Dra. Nguyen Thi Sim
Quieres la nota completa? Lee el original en Vietnam.vn ↗
Contáctanos FAQ