Na manhã seguinte ao primeiro turno em Teresina, a política local revelou uma de suas dinâmicas mais antigas: o cortejo aos derrotados. Dr. Pessoa, do MDB, e Kleber Montezuma, do PSDB, voltaram seus olhos para Gessy Fonseca, terceira colocada com mais de cinquenta mil votos, cada um oferecendo uma versão diferente de si mesmo — um, a promessa de pureza moral; o outro, a abertura ao diálogo. Nesse jogo de espelhos, os votos de quem não venceu tornam-se a moeda mais valiosa da democracia.
Dr. Pessoa e Kleber Montezuma trocam acusações e disputam apoio de Gessy Fonseca
Quero caminhar limpo com essas mãos limpas
Por que Gessy Fonseca se tornou tão importante de repente? Ela ficou em terceiro lugar, mas ambos os candidatos a querem.
Porque em um segundo turno com apenas dois candidatos, os votos de quem ficou em terceiro são decisivos. Gessy recebeu mais de 50 mil votos. Quem conseguir seu apoio tem uma chance real de vencer.
Mas a gente não sabe se Gessy vai realmente apoiar alguém ou se vai ficar neutra. O texto mostra o que Dr. Pessoa e Kleber dizem que querem dela, não o que ela decidiu fazer.
Dr. Pessoa fala muito sobre "mãos limpas" e rejeita pessoas envolvidas com Odebrecht e Lava Jato. Isso é um ataque direto a Kleber?
Não explicitamente, mas a mensagem é clara. Pessoa está se posicionando como o candidato da moralidade, sugerindo que seu adversário pode ter problemas que ele não tem.
Mas o texto não diz que Kleber tem envolvimento com nenhuma dessas coisas. Pessoa está fazendo uma insinuação, não uma acusação comprovada. É importante notar essa diferença.
E quanto à recusa de Pessoa em participar de debates? Isso não o prejudica?
Pessoa diz que prefere falar diretamente com as pessoas nas ruas. É uma escolha estratégica, não necessariamente uma fraqueza. Ele pode estar evitando um confronto direto onde teria que detalhar suas propostas.
Ou pode estar evitando porque não quer ser questionado sobre essas acusações que está fazendo. O texto não explica sua lógica, apenas registra que ele não quer debater.
Kleber critica as pesquisas eleitorais. Ele tem razão?
As pesquisas o apontavam com menos votos do que ele realmente recebeu. Mas isso não prova que foram usadas como propaganda. Pesquisas erram, especialmente em eleições competitivas.
Exatamente. Kleber está interpretando um erro de previsão como uma conspiração. Pode ser verdade, mas o texto não oferece evidência disso, apenas sua afirmação.
Il Polso
- Com 50.221 votos, Gessy Fonseca transformou-se, da noite para o dia, no maior prêmio político do segundo turno teresinense.
- Dr. Pessoa ergue um critério moral como barreira: só aceita aliados sem envolvimento com Odebrecht, Lava Jato ou PCC — e Gessy, segundo ele, passa no teste.
- Kleber Montezuma responde com abraço aberto, elogiando a campanha 'brilhante' de Gessy e apontando convergências reais no tema do empreendedorismo.
- Pessoa recusa debates e aposta nas ruas; Montezuma denuncia pesquisas eleitorais como propaganda e promete intensificar o contato direto com eleitores.
- O segundo turno se desenha como uma batalha de narrativas — integridade contra diálogo — enquanto os dois candidatos disputam a simpatia de uma candidata que surpreendeu a cidade.
Na manhã seguinte ao primeiro turno em Teresina, a política local revelou uma de suas dinâmicas mais antigas: o cortejo aos derrotados. Dr. Pessoa, do MDB, e Kleber Montezuma, do PSDB, voltaram seus olhos para Gessy Fonseca, terceira colocada com mais de cinquenta mil votos, cada um oferecendo uma versão diferente de si mesmo — um, a promessa de pureza moral; o outro, a abertura ao diálogo. Nesse jogo de espelhos, os votos de quem não venceu tornam-se a moeda mais valiosa da democracia.
No dia seguinte ao primeiro turno em Teresina, a disputa pelo segundo turno já havia começado — mas o campo de batalha não era entre os dois finalistas. Era pela candidata que ficou em terceiro. Gessy Fonseca, do PSC, encerrou a noite eleitoral com 50.221 votos e acordou sendo cortejada por Dr. Pessoa, do MDB, e Kleber Montezuma, do PSDB.
Pessoa foi direto ao ponto: buscaria aliados com 'mãos limpas', sem envolvimento com Odebrecht, Lava Jato, PCC ou qualquer escândalo grave. Gessy, descrita por ele como 'uma senhora jovem, de mãos limpas', encaixava-se no perfil. O convite para compor o segundo turno foi feito publicamente, enquanto seu coordenador de campanha, o ex-ministro João Henrique, ficaria responsável pelas articulações nos bastidores. Pessoa também confirmou que não participaria de debates — mesma postura do primeiro turno —, preferindo buscar votos diretamente nas ruas.
Montezuma adotou um tom mais acolhedor. Disse que receberia 'de coração todos os homens e mulheres de bem' e elogiou a campanha de Gessy como 'brilhante'. Apontou convergências entre os dois programas, especialmente no tema do empreendedorismo, e se apresentou como um candidato que governa com autonomia, sem terceirizar decisões. Aproveitou também para criticar as pesquisas eleitorais que o subestimaram, argumentando que os teresinenses já estavam 'vacinados' contra elas.
O que se desenhava era uma campanha final com duas narrativas opostas: de um lado, a moralidade como bandeira; do outro, o diálogo como método. Ambos reconheciam que os votos de Gessy poderiam definir o resultado — e competiam, cada um à sua maneira, pela simpatia de quem havia surpreendido a cidade.
No dia seguinte ao primeiro turno das eleições em Teresina, dois candidatos que avançaram para o segundo turno começaram uma disputa acirrada pelos votos de quem ficou em terceiro lugar. Dr. Pessoa, do MDB, havia conquistado 34,53% dos votos válidos. Kleber Montezuma, do PSDB, recebeu 26,70%. Entre eles, a surpresa da eleição: Gessy Fonseca, do PSC, que terminou em terceiro com 50.221 votos e se tornou o prêmio disputado por ambos os candidatos que seguiriam para o segundo turno.
Dr. Pessoa deixou claro que buscaria apoio de candidatos que ele descreveu como tendo "mãos limpas". Em suas palavras, rejeitaria qualquer pessoa envolvida com "problemas sérios com a Justiça", mencionando especificamente Odebrecht, Lava Jato, PCC e pedofilia. Gessy Fonseca, segundo ele, se encaixava no perfil que procurava. Pessoa afirmou que a convidaria para compor o segundo turno, descrevendo-a como "uma senhora jovem, de mãos limpas". Seu coordenador de campanha, o ex-ministro João Henrique, seria responsável pelas articulações políticas, enquanto Pessoa buscava pessoas que demonstrassem competência, honestidade e imparcialidade, focadas nas demandas dos teresinenses.
O candidato do MDB também sinalizou que não participaria de debates durante o segundo turno. Ele havia se ausentado dos debates no primeiro turno e manteria a mesma postura, preferindo buscar votos diretamente com o eleitorado. Sua estratégia seria conversar com as pessoas nas ruas, não em confrontos públicos com seu adversário.
Kleber Montezuma, por sua vez, adotou um tom diferente. Afirmou que receberia "de coração todos os homens e mulheres de bem que queiram o bem de Teresina". Elogiou a campanha de Gessy, descrevendo-a como "brilhante" e destacando que ela era inteligente e tinha propostas. Montezuma apontou convergências entre o programa de Gessy e o seu próprio, particularmente no tema de empreendedorismo. Ele se apresentava como alguém que tomaria decisões de forma autônoma, sem terceirizar o poder, e que dialogaria com todos os segmentos da sociedade antes de implementar políticas importantes.
O candidato do PSDB também criticou as pesquisas eleitorais que o apontavam com uma margem de votos menor do que a que efetivamente recebeu. Segundo Montezuma, as pesquisas haviam sido usadas como ferramenta de propaganda, e os teresinenses já estavam "vacinados contra essas pesquisas". Ele prometia intensificar o diálogo com eleitores que não haviam votado nele no primeiro turno, argumentando que seu plano de governo continha elementos que alinhavam com o que a população desejava para a cidade.
A disputa pelos votos de Gessy Fonseca refletia duas estratégias opostas. Pessoa buscava se posicionar como o candidato da moralidade e da limpeza política, enquanto Montezuma se apresentava como o candidato do diálogo, da autonomia e da mudança. Ambos reconheciam a importância do terceiro lugar na eleição e tentavam atrair seu apoio para garantir a vitória no segundo turno. O que se desenhava era uma campanha final marcada por acusações implícitas sobre integridade, enquanto os dois candidatos competiam pela simpatia de uma candidata que havia surpreendido o eleitorado.
Citazioni salienti
A Gessy é uma senhora jovem, de mãos limpas e, consequentemente, eu irei chamá-la para compor o segundo turno— Dr. Pessoa
A campanha da Gessy foi brilhante. Ela é inteligente, tem propostas e as propostas dela batem com a nossa— Kleber Montezuma