No domingo, 4 de outubro, o Rio de Janeiro viveu mais um capítulo de sua longa tradição de disputas políticas intensas: Douglas Ruas, do PL, liderou o primeiro turno com quase metade dos votos válidos, mas não o suficiente para encerrar a corrida de uma só vez. Eduardo Paes, do PSD, garantiu sua vaga no segundo turno com 42,76%, e os dois se preparam para um novo encontro nas urnas em 25 de outubro — a menos que o TSE reescreva o desfecho ao decidir sobre a validade dos votos de Garotinho.
Douglas Ruas e Eduardo Paes disputam segundo turno para governador do Rio
Nenhum candidato ultrapassou 50%, forçando um segundo turno
Por que Ruas não venceu no primeiro turno se tinha quase 50% dos votos?
Porque a lei exige mais de 50% dos votos válidos para ganhar na primeira rodada. Ele ficou em 49,27%, pouco abaixo do necessário.
Mas espera — se o TSE invalidar os votos de Garotinho, Ruas passa de 50%?
Exatamente. Aí ele vence no primeiro turno e não há segundo turno.
E qual é a chance disso acontecer?
A fonte não diz. Só menciona que é uma possibilidade que o tribunal pode decidir. Não há informação sobre o cronograma ou a probabilidade dessa invalidação.
Verdade. O que sabemos é que o tribunal ainda precisa ratificar os resultados oficialmente.
Então tecnicamente a eleição ainda não está completamente decidida?
Correto. Há um cenário em que Ruas vence no primeiro turno e outro em que vai para o segundo turno contra Paes em 25 de outubro.
E a diferença entre eles é de cerca de 564 mil votos, o que é significativo para um segundo turno.
Os outros candidatos não têm chance nenhuma?
Não. A lei brasileira para eleição de governador só permite segundo turno entre os dois mais votados. Os demais estão fora.
Der Puls
- Ruas chegou perigosamente perto da vitória no primeiro turno, acumulando 49,27% dos votos — uma margem que deixou o resultado suspenso por uma fração de ponto percentual.
- A diferença de cerca de 564 mil votos entre os dois finalistas torna o segundo turno uma disputa real, não uma mera formalidade.
- Os candidatos menores não conseguiram furar a bolha dos dois favoritos, com Garotinho em terceiro lugar com apenas 3,17% — mas seus votos podem ser a chave que muda tudo.
- O TSE tem em mãos uma decisão que pode encerrar a eleição antes mesmo do segundo turno: anular os votos de Garotinho elevaria Ruas acima dos 50% e declararia vencedor imediato.
- O cenário permanece em aberto, com campanhas, tribunais e eleitores todos aguardando o próximo movimento antes de 25 de outubro.
No domingo, 4 de outubro, o Rio de Janeiro viveu mais um capítulo de sua longa tradição de disputas políticas intensas: Douglas Ruas, do PL, liderou o primeiro turno com quase metade dos votos válidos, mas não o suficiente para encerrar a corrida de uma só vez. Eduardo Paes, do PSD, garantiu sua vaga no segundo turno com 42,76%, e os dois se preparam para um novo encontro nas urnas em 25 de outubro — a menos que o TSE reescreva o desfecho ao decidir sobre a validade dos votos de Garotinho.
No primeiro turno realizado no domingo, 4 de outubro, Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, terminou na liderança com 49,27% dos votos válidos — 4.268.884 votos no total. Eduardo Paes, do PSD, ficou em segundo com 42,76%, somando 3.704.372 votos. Os dados foram divulgados pelo TSE com 99,95% das urnas apuradas até as 21h32.
Como nenhum dos dois ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos, a legislação eleitoral brasileira determina um segundo turno, marcado para 25 de outubro. A diferença de aproximadamente 564 mil votos entre Ruas e Paes será o ponto de partida para essa nova fase da disputa.
Os demais candidatos ficaram muito atrás: Garotinho, pelo Republicanos, obteve 3,17%; William Siri, do PSOL, alcançou 2,71%; e os demais não passaram de 1% dos votos válidos.
Há, porém, um elemento de incerteza que paira sobre o resultado. O TSE ainda pode decidir pela anulação dos votos de Garotinho durante o processo de validação oficial. Se isso acontecer, os números seriam recalculados e Ruas ultrapassaria os 50%, conquistando a vitória já no primeiro turno — tornando desnecessário o segundo turno de outubro. Essa decisão permanece em aberto e será acompanhada de perto nos próximos dias.
Douglas Ruas saiu na frente da disputa pelo governo do Rio de Janeiro no primeiro turno realizado no domingo, 4 de outubro, mas não conseguiu a margem necessária para vencer de forma isolada. Com 49,27% dos votos válidos — 4.268.884 votos ao todo — o candidato do PL ficou pouco mais de seis pontos percentuais à frente de seu principal concorrente. Eduardo Paes, do PSD, terminou em segundo lugar com 42,76% do total, o que corresponde a 3.704.372 votos. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral conforme a apuração avançava ao longo da noite, com 99,95% das urnas totalizadas até as 21h32.
Por nenhum dos dois candidatos ter ultrapassado a marca de 50% dos votos válidos, a eleição será decidida em um segundo turno agendado para 25 de outubro. Essa é a regra estabelecida pela legislação eleitoral brasileira para disputas ao governo estadual: quando nenhum candidato atinge a maioria absoluta no primeiro turno, os dois mais votados retornam para uma nova votação. A diferença entre Ruas e Paes — aproximadamente 564 mil votos — será o ponto de partida para essa próxima fase da campanha.
Os demais candidatos que concorreram à vaga ficaram bem atrás. Garotinho, pelo Republicanos, conquistou 3,17% dos votos. William Siri, representante do PSOL, obteve 2,71%. Os candidatos menores tiveram votações ainda mais reduzidas: Coronel Busnello pela Missão alcançou 0,98%, André Marinho pelo Novo chegou a 0,52%, Juliete pela UP recebeu 0,39%, Cyro Garcia pelo PSTU conseguiu 0,17%, e Luan Monteiro pelo PCO ficou com apenas 0,03% dos votos válidos.
Há, porém, uma possibilidade que poderia alterar completamente esse cenário. O próprio Tribunal Superior Eleitoral ainda precisa ratificar oficialmente os resultados, e durante esse processo de validação, a corte pode decidir pela anulação dos votos recebidos por Garotinho. Caso isso ocorra, os números seriam recalculados e Ruas ultrapassaria a marca de 50% dos votos válidos, conquistando a vitória já no primeiro turno e eliminando a necessidade do segundo turno marcado para o final de outubro. Essa decisão do tribunal permanece em aberto e será um fator importante a acompanhar nos próximos dias.
Bemerkenswerte Zitate
Como nenhum dos candidatos obteve mais da metade dos votos válidos, a eleição para governador do Rio de Janeiro será decidida em segundo turno— Tribunal Superior Eleitoral