A 12 de agosto, Portugal assistirá a um eclipse solar total — um fenómeno que, ao longo dos séculos, acumulou em torno de si tanto maravilha legítima quanto ansiedade infundada. A ciência, consultada junto de instituições como a Agência Espacial Europeia e a Direção Geral de Saúde, confirma um único perigo real: olhar para o Sol sem proteção certificada. Tudo o resto — os presságios, os alimentos amaldiçoados, os sismos anunciados — pertence ao território das crenças culturais, não ao da realidade física.