Há uma verdade incômoda que a ciência do sono vem repetindo há anos, mas que a cultura da produtividade insiste em ignorar: privar o cérebro de descanso é tão prejudicial quanto intoxicá-lo com álcool. A psicóloga Nuria Roure, especializada em distúrbios do sono, afirma que dormir apenas quatro horas equivale a consumir seis cervejas em termos de comprometimento cognitivo — uma comparação que coloca em xeque décadas de glorificação do sacrifício do sono como virtude. O que está em jogo não é apenas o cansaço do dia seguinte, mas a memória, o julgamento, a saúde do coração e a integridade do si