Portugal nunca foi um problema, foi uma oportunidade
Há uma década, a Minor Hotels escolheu Portugal como porta de entrada na Europa, e agora renova esse compromisso com dois novos hotéis de luxo — um Anantara de cinco estrelas e outro de quatro — a instalar nas regiões norte e centro do país. A expansão, prevista para os próximos dois anos, combina construção nova com reabilitação de edifícios existentes, e revela como um grupo com presença em 63 países continua a ver Portugal não como um mercado periférico, mas como um espaço de oportunidade genuína.
- A Minor Hotels prepara o regresso da marca Anantara a Portugal — desta vez sob gestão direta — depois de a unidade de Vilamoura ter passado para o grupo Accor em abril de 2025.
- Os dois novos projetos serão anunciados ainda em 2026, mas a identidade de uma das marcas permanece por revelar, alimentando a expectativa no setor hoteleiro português.
- A aposta no norte e no centro do país sinaliza uma diversificação deliberada para além do Algarve, região que historicamente concentra o turismo de luxo em Portugal.
- Apesar de desafios como a burocracia e o caos no aeroporto de Lisboa, a vice-presidente do grupo foi direta: 'Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade.'
- O conceito de branded residences — propriedades residenciais sob marca hoteleira — está na mesa para Portugal, dependendo das oportunidades de investimento que surjam.
A Minor Hotels, grupo que trouxe a Tivoli para Portugal em 2016, está a preparar dois novos hotéis de luxo no país. Um deles será operado sob a bandeira Anantara — a marca premium do grupo —, enquanto o segundo ainda não teve a sua identidade revelada. Ambos os projetos serão anunciados ainda este ano, com uma unidade a localizar-se no norte e outra no centro do país, e deverão estar operacionais dentro de dois anos.
A confirmação foi dada por Andrea Granja, responsável de comunicação do Tivoli Hotels & Resorts, durante um encontro com jornalistas em Lisboa. Natasha Rhymes, vice-presidente de relações públicas do grupo, acrescentou que os projetos combinam construção nova e remodelação de edifícios existentes — uma abordagem que reflete tanto as oportunidades como os constrangimentos do mercado português.
A Anantara conta com 60 propriedades em 24 países. Em Portugal, a marca esteve anteriormente em Vilamoura, mas essa unidade transitou para o grupo Accor em abril de 2025. O novo projeto representa, por isso, um regresso sob gestão direta da Minor.
O grupo opera 640 hotéis em 63 países e escolheu Portugal como o seu primeiro mercado europeu. Desde 2016, a presença cresceu para 17 propriedades, cobrindo segmentos que vão do luxo a marcas mais acessíveis. Questionada sobre obstáculos como a burocracia ou o aeroporto de Lisboa, Rhymes foi clara: 'Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade.'
O grupo não descarta ainda a introdução do conceito de branded residences em Portugal — propriedades residenciais operadas sob marca hoteleira —, embora a sua chegada dependa das necessidades do mercado. Com estes dois novos projetos, a Minor reafirma uma aposta coordenada na diversificação geográfica dentro do país, apostando em regiões para além do tradicional eixo do Algarve.
A Minor Hotels, o grupo que trouxe a marca Tivoli para Portugal há uma década, está a preparar dois novos hotéis de luxo no país. Um deles será operado sob a bandeira Anantara, a marca premium do grupo, enquanto o segundo ainda não teve a sua identidade revelada. Os dois projetos serão anunciados ainda este ano, com um a localizar-se na região norte e outro no centro do país.
A confirmação veio de Andrea Granja, responsável de relações públicas e comunicações do Tivoli Hotels & Resorts, durante um encontro com jornalistas realizado em Lisboa. As duas unidades terão classificações diferentes — uma com cinco estrelas e outra com quatro — e deverão estar operacionais dentro de dois anos. Segundo Natasha Rhymes, vice-presidente de relações públicas do departamento de hotéis de luxo do grupo, os projetos combinam tanto construção nova como a remodelação de edifícios existentes, uma abordagem que reflete tanto a oportunidade como os constrangimentos do mercado português.
A Anantara é uma marca consolidada no portfólio da Minor Hotels, com 60 propriedades espalhadas por 24 países. Em Portugal, a marca teve presença anterior em Vilamoura, no Algarve, mas essa unidade passou para a gestão do grupo Accor em abril de 2025 e é agora conhecida como Victoria Golf Resort & Spa. O novo projeto Anantara será, portanto, um regresso da marca ao mercado português sob gestão direta do grupo Minor.
A decisão de expandir em Portugal reflete a confiança estratégica que a Minor Hotels deposita no país. O grupo, que opera 640 hotéis com mais de 90 mil quartos distribuídos por 63 países, escolheu Portugal como seu primeiro mercado europeu quando adquiriu as unidades Tivoli em 2016. Desde então, a presença cresceu para 17 propriedades, cobrindo segmentos que vão desde o luxo até marcas mais acessíveis, incluindo Tivoli, NH Collection, Avani e Anantara.
Rhymes sublinhou que Portugal permanece uma prioridade de investimento apesar dos desafios conhecidos. Quando questionada sobre obstáculos como a burocracia ou o caos operacional do aeroporto de Lisboa, a executiva foi clara: "Há diferentes maneiras de trabalhar em diferentes partes do mundo. Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade." Esta perspetiva sugere que o grupo vê o mercado português não como um desafio a contornar, mas como um espaço com potencial genuíno.
O grupo também não descarta a possibilidade de introduzir em Portugal o conceito de branded residences — propriedades residenciais operadas sob a marca do hotel. Embora este modelo ainda não esteja presente nas unidades portuguesas da Minor, Rhymes indicou que a empresa está a desenvolvê-lo noutros mercados e que a sua chegada a Portugal dependerá das necessidades do mercado e das oportunidades de investimento que surjam.
Com estes dois novos projetos, a Minor Hotels reafirma o seu compromisso com Portugal como mercado estratégico. Os lançamentos, ainda que separados geograficamente — norte e centro — representam uma aposta coordenada na diversificação geográfica dentro do país, sugerindo que o grupo vê potencial em regiões para além do tradicional eixo do Algarve.
Notable Quotes
Um será na região norte e outro no centro— Andrea Granja, director de relações públicas do Tivoli Hotels & Resorts
Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade— Natasha Rhymes, vice-presidente de relações públicas do departamento de luxury hotels
The Hearth Conversation Another angle on the story
Porque é que a Minor Hotels escolhe este momento para anunciar dois hotéis novos em Portugal?
O grupo está em Portugal desde 2016 e já tem 17 unidades. Isto não é uma entrada precipitada — é uma consolidação. Quando veem oportunidades de terrenos ou edifícios para remodelar, avançam.
Mas há muita concorrência hoteleira em Portugal. O que torna isto diferente?
A Minor opera em 63 países. Eles não vêm Portugal como um mercado saturado, vêm como um mercado onde ainda há espaço para luxo bem feito. A Anantara tem 60 propriedades globalmente — não é uma marca pequena.
A executiva disse que Portugal "nunca foi um problema". Isso soa a resposta diplomática.
Talvez. Mas quando uma empresa internacional diz que um país é uma oportunidade e não um obstáculo, está a dizer que consegue navegar a burocracia, que os parceiros locais funcionam, que há retorno. Se não fosse assim, não voltavam.
Porque é que um hotel em Vilamoura deixou de ser Anantara?
Passou para o Accor em 2025. Às vezes os contratos de gestão terminam ou as prioridades mudam. O que importa é que a Minor está a trazer uma nova propriedade Anantara — significa que a marca continua a fazer sentido para eles em Portugal.
E as branded residences? Isso é o futuro?
Provavelmente. É um modelo que funciona noutros mercados — combina receita hoteleira com propriedade residencial. Em Portugal, dependerá de haver investidores interessados e localizações certas. Não é imediato, mas está no radar.
Dois anos para abrir. Isso é rápido ou lento?
Para hotéis de luxo com remodelação envolvida, é realista. Não é construção do zero, o que acelera. Mas também não é precipitado — dá tempo para fazer bem.