Quando uma corte suprema recorre a manobras processuais para evitar investigar um de seus próprios membros, ela não apenas falha em seu dever — ela inverte sua razão de existir. No dia 15 de setembro de 2026, o plenário do STF transformou uma questão jurídica relativamente simples, a abertura de investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes, em um espetáculo de confrontos cruzados e pedidos de vista que sepultaram qualquer decisão. O episódio levanta uma pergunta incômoda que toda república deve eventualmente responder: quem vigia os vigilantes?