Em 23 de setembro, o real cedeu terreno ao dólar, que alcançou R$ 5,17 — seu patamar mais elevado desde agosto —, num dia em que a política e os mercados globais falaram ao mesmo tempo e na mesma direção. A incerteza sobre o horizonte eleitoral brasileiro encontrou, lá fora, uma onda de aversão ao risco que afastou capital dos mercados emergentes. O Ibovespa recuou 0,86%, não em colapso, mas com a hesitação de quem aguarda clareza antes de agir. É o retrato de um mercado que, preso entre dúvidas internas e externas, escolhe a cautela enquanto espera.