Num dia em que a esperança de uma pausa no conflito entre Estados Unidos e Irã atravessou os mercados, o dólar recuou para R$ 5,10 e o Ibovespa voltou a marcar recorde, como quem respira aliviado antes de saber se a calmaria durará. A notícia nasceu da decisão de Donald Trump, anunciada na noite de terça-feira, de suspender temporariamente as hostilidades na região do Oriente Médio, e seus efeitos se espalharam pelo Brasil e pelo mundo na quarta-feira, 8 de abril. Por trás dos números está uma antiga verdade da economia: o dinheiro foge do medo e volta à busca de oportunidade assim que o horiz
Dólar cai a R$ 5,10 e Ibovespa bate recorde com trégua entre EUA e Irã
O dólar caiu ao menor nível em quase dois anos
O dólar fechou a R$ 5,103. Por que esse número chama tanta atenção?
Porque é o menor valor desde 17 de maio de 2024, quase dois anos. E no ano a moeda já acumula queda superior a 7,02% frente ao real.
E a Bolsa?
O Ibovespa subiu 2,09%, a 192.201 pontos, a sétima alta seguida. Chegou a passar de 193 mil durante o pregão. Bancos e empresas ligadas ao ciclo doméstico puxaram.
Vale separar o que é dado do que é leitura. Os números de fechamento são fatos. Dizer que o mercado interpretou a tensão como pressa dos EUA em acabar com a guerra é a leitura de investidores, não algo confirmado.
E o petróleo entra onde nessa história?
Caiu com força: Brent mais de 13%, a cerca de US$ 94, e WTI mais de 16%, também na faixa de US$ 94. O mercado aposta na reabertura do Estreito de Ormuz. As petroleiras, claro, sofreram na Bolsa.
Aposta, note bem. A reabertura é uma expectativa, não um fato. E o próprio mercado vê o cessar-fogo como frágil.
Então o que pode mudar o quadro?
À tarde, declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão já diminuíram o ritmo de queda do dólar.
E o texto não detalha quais foram esses episódios nem o teor das declarações. Isso segue em aberto, assim como a duração da trégua, que é temporária.
Der Puls
- O dólar caiu para R$ 5,103, o menor nível desde maio de 2024, numa virada que surpreendeu quem apostava em mais cautela.
- O Ibovespa avançou 2,09% e chegou a superar 193 mil pontos, encadeando sua sétima alta seguida e pressionando o mercado a acompanhar a euforia.
- O petróleo despencou, com Brent e WTI recuando mais de 13% e 16%, para cerca de US$ 94, à espera da reabertura do Estreito de Ormuz.
- A trégua mostra rachaduras à tarde, com declarações iranianas e novas tensões freando a queda do dólar e do petróleo, deixando o mercado em suspense sobre os próximos dias.
Num dia em que a esperança de uma pausa no conflito entre Estados Unidos e Irã atravessou os mercados, o dólar recuou para R$ 5,10 e o Ibovespa voltou a marcar recorde, como quem respira aliviado antes de saber se a calmaria durará. A notícia nasceu da decisão de Donald Trump, anunciada na noite de terça-feira, de suspender temporariamente as hostilidades na região do Oriente Médio, e seus efeitos se espalharam pelo Brasil e pelo mundo na quarta-feira, 8 de abril. Por trás dos números está uma antiga verdade da economia: o dinheiro foge do medo e volta à busca de oportunidade assim que o horizonte clareia, ainda que essa clareza seja frágil.
Na manhã desta quarta-feira (8), o dólar chegou a tocar R$ 5,06 no mercado brasileiro, embalado pela notícia que circulava desde a véspera: o presidente norte-americano Donald Trump havia anunciado um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A trégua aliviou tensões no Oriente Médio e provocou uma reação forte nos mercados financeiros.
Ao fechar o dia, o dólar comercial foi cotado a R$ 5,103, queda de cerca de 1%, o menor valor desde maio de 2024. No ano, a moeda já acumula desvalorização superior a 7% frente ao real. O ritmo, porém, perdeu força ao longo da tarde, quando declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão trouxeram volatilidade e expuseram a fragilidade do acordo. Ainda assim, investidores leram esses movimentos como sinal de que Washington tem pressa em encerrar o conflito, o que manteve o otimismo.
Na Bolsa, o Ibovespa acompanhou o movimento e renovou máximas históricas, subindo 2,09% e fechando aos 192.201 pontos, após tocar os 193 mil no melhor momento do pregão. Foi a sétima alta seguida, puxada por bancos e empresas ligadas ao consumo interno, com a retirada de prêmios de risco. Em Nova York, os índices também avançaram com força.
O petróleo caminhou na direção oposta. Brent e WTI despencaram, perdendo mais de 13% e 16%, respectivamente, e voltaram a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, para a faixa de US$ 94. A expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia, pesou sobre os preços e sobre as ações das petroleiras.
O mercado sabe que a calma pode ser passageira. Os sinais de tensão da tarde já freavam o recuo do dólar e do petróleo, e o destino da trégua deve ditar os próximos passos do câmbio, da Bolsa e do preço do barril.
Na manhã desta quarta-feira (8), o dólar chegou a encostar em R$ 5,06 no mercado brasileiro, empurrado pela euforia de investidores com a notícia da véspera: o presidente norte-americano, Donald Trump, havia anunciado, na noite de terça-feira (7), um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A trégua reduziu as tensões no Oriente Médio e provocou forte reação nos mercados financeiros.
Ao fim do dia, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,103, queda de cerca de R$ 0,052, ou 1,01%. É o menor valor desde 17 de maio de 2024, ou seja, o mais baixo em quase dois anos. No ano, a moeda acumula desvalorização superior a 7,02% frente ao real.
O ritmo de queda, porém, diminuiu ao longo da tarde. Declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão na região trouxeram volatilidade ao câmbio e sinalizaram fragilidade no acordo. Mesmo assim, investidores interpretaram esses movimentos como sinal de pressa do governo dos Estados Unidos em encerrar o conflito, o que manteve o ânimo no mercado.
Na Bolsa, o Ibovespa acompanhou o movimento global e renovou máximas históricas. O índice subiu 2,09% e fechou aos 192.201 pontos, depois de ultrapassar os 193 mil no melhor momento do pregão. Foi a sétima alta seguida da Bolsa brasileira, impulsionada pela retirada de prêmios de risco e pela valorização de ações de bancos e de empresas ligadas ao ciclo doméstico. Em Nova York, os índices também tiveram fortes ganhos, refletindo o maior apetite por ativos de risco.
O setor de petróleo foi na direção oposta. As ações de petroleiras tiveram desempenho negativo, pressionadas pela queda da commodity no mercado internacional. Os preços despencaram e voltaram a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia.
O Brent, referência nas negociações internacionais, recuou mais de 13%, para cerca de US$ 94. O WTI, do Texas, caiu mais de 16%, também para a faixa de US$ 94. A queda reflete a perspectiva de normalização da oferta global, embora o mercado ainda enxergue o cessar-fogo como frágil diante das incertezas geopolíticas na região.
É essa fragilidade que deve ditar os próximos dias: os sinais de tensão da tarde já haviam freado o recuo do dólar e do petróleo, e o desdobramento da trégua seguirá como principal referência para câmbio, Bolsa e preço do barril.
Bemerkenswerte Zitate
Investidores interpretaram as novas tensões como pressa do governo dos EUA em encerrar o conflito.— Leitura do mercado, segundo a Folha de Pernambuco