Dólar cai a R$ 5,10 e Ibovespa bate recorde com trégua entre EUA e Irã

O mercado ainda trata o cessar-fogo como frágil
Mesmo com recordes na Bolsa e dólar em baixa, a trégua entre EUA e Irã segue incerta.
Mark

Por que um cessar-fogo no Oriente Médio mexe tanto com o dólar e a Bolsa no Brasil?

Mimi

Porque muda o apetite ao risco no mundo todo. Com menos tensão, investidores voltam a comprar ativos de países emergentes, e o dólar perde força frente ao real.

Mark

E o petróleo entra onde nessa história?

Mimi

Pela expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent caiu mais de 13%, para cerca de US$ 94, e o WTI mais de 16%. As petroleiras brasileiras sentiram e fecharam em baixa.

Luke

Vale separar o que aconteceu do que é interpretação. Os números de fechamento são fatos: dólar a R$ 5,103, Ibovespa a 192.201 pontos.

Mark

E a interpretação?

Luke

A leitura de que os Estados Unidos têm pressa em encerrar o conflito é dos investidores, não algo confirmado. O texto não diz quem disse isso nem em que base.

Mimi

Mesmo assim, ela ajuda a explicar por que o mercado manteve o otimismo apesar das declarações iranianas durante a tarde.

Luke

Exato, e a trégua é temporária. Não sabemos quanto tempo dura nem se Ormuz de fato reabre. Isso o texto não responde.

Mark

Então o recorde pode não se sustentar?

Luke

Pode ou não. O que se sabe é que o mercado mesmo chama o cessar-fogo de frágil.

  • O dólar caiu para R$ 5,103, o menor nível desde 17 de maio de 2024, em um movimento que nasceu de um anúncio feito na noite de terça-feira.
  • O Ibovespa avançou 2,09%, chegou a superar os 193 mil pontos e fechou em 192.201, encadeando sua sétima alta seguida.
  • O petróleo despencou: o Brent perdeu mais de 13% e voltou para cerca de US$ 94, enquanto o WTI caiu mais de 16%.
  • Petroleiras perderam terreno com a queda do barril, e a euforia ainda tem sinais de fragilidade, já que declarações iranianas e novas tensões na região fizeram a trégua oscilar.
  • O mercado segura a respiração: o rumo dos ativos depende de a trégua se sustentar e de o Estreito de Ormuz ser efetivamente reaberto.

Num dia em que a tensão no Oriente Médio cedeu, por ora, os mercados brasileiros responderam com alívio: o dólar recuou ao menor patamar desde maio de 2024 e o Ibovespa renovou sua máxima histórica. O estopim foi o cessar-fogo temporário anunciado por Donald Trump entre Estados Unidos e Irã, que afastou, ao menos por enquanto, o receio de um conflito prolongado e de seus efeitos sobre a energia. Como tantas vezes na história dos mercados, a euforia convive com a desconfiança: todos sabem que uma trégua é um intervalo, não um desfecho, e é nesse intervalo que o mundo tenta decidir se o alívio será duradouro.

O dólar comercial fechou a quarta-feira (8) cotado a R$ 5,103, o menor valor desde 17 de maio de 2024, e o Ibovespa terminou o dia em nova máxima histórica. O gatilho veio de fora: na noite de terça-feira, Donald Trump anunciou um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, e os investidores receberam a notícia como um alívio há muito aguardado.

A manhã foi de euforia, com o dólar encostando em R$ 5,06. À tarde, o ritmo da queda perdeu força. Declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão deixaram a trégua frágil e trouxeram volatilidade ao câmbio. Ainda assim, parte do mercado leu esses sinais como pressa de Washington em encerrar o conflito, o que manteve o clima positivo. No acumulado do ano, o dólar já perde mais de 7% frente ao real.

Na Bolsa, o Ibovespa subiu 2,09%, fechou aos 192.201 pontos e, no melhor momento do pregão, chegou a passar dos 193 mil. Foi a sétima alta consecutiva, puxada pela saída de prêmios de risco e pela valorização de bancos e empresas ligadas ao mercado doméstico. Em Nova York, os índices também avançaram.

Nem todos ganharam com o dia. As petroleiras recuaram, pressionadas pela queda do petróleo, que voltou a ser negociado abaixo de US$ 100 por barril com a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent caiu mais de 13%, para cerca de US$ 94, e o WTI, do Texas, recuou mais de 16%.

O recuo do petróleo sinaliza a volta da oferta global ao normal, mas o mercado ainda observa o cessar-fogo com cautela. Nos próximos dias, o que vai ditar o rumo dos ativos é simples de dizer e difícil de garantir: a trégua precisa se sustentar, e o Estreito de Ormuz precisa, de fato, voltar a operar.

O dólar comercial fechou a quarta-feira (8) cotado a R$ 5,103, o menor valor desde 17 de maio de 2024, e o Ibovespa terminou o dia em nova máxima histórica. O gatilho veio de fora: na noite de terça-feira (7), o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, e os mercados reagiram com força ao alívio nas tensões do Oriente Médio.

No câmbio, a moeda norte-americana recuou cerca de R$ 0,052, queda de aproximadamente 1%. Pela manhã, a euforia dos investidores levou o dólar a encostar em R$ 5,06. Ao longo da tarde, porém, a queda perdeu ritmo. Declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão na região deixaram sinais de fragilidade na trégua e trouxeram volatilidade ao câmbio. Mesmo assim, os investidores leram esses movimentos como sinal de pressa do governo dos Estados Unidos em encerrar o conflito, o que sustentou o clima positivo. No acumulado do ano, o dólar tem desvalorização superior a 7% frente ao real.

Na Bolsa, o Ibovespa subiu 2,09% e fechou aos 192.201 pontos, depois de superar os 193 mil no melhor momento do pregão. Foi a sétima alta consecutiva do índice, impulsionada pela retirada de prêmios de risco e pela valorização de ações de bancos e de empresas ligadas ao ciclo doméstico. Em Nova York, os principais índices também tiveram ganhos expressivos, no mesmo ambiente de maior apetite por ativos de risco.

O movimento não foi uniforme. As ações de petroleiras tiveram desempenho negativo, pressionadas pela queda do petróleo no mercado internacional.

E a queda do petróleo foi dura. Os preços voltaram a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, com a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia. O Brent, referência nas negociações internacionais, recuou mais de 13%, para cerca de US$ 94. O WTI, do Texas, caiu mais de 16%, também para a faixa de US$ 94.

O recuo reflete a perspectiva de normalização da oferta global, mas o mercado ainda trata o cessar-fogo como frágil, diante das incertezas geopolíticas na região. O que vai definir o rumo dos ativos nos próximos dias é a estabilidade da trégua e a efetiva reabertura do Estreito de Ormuz.

Cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, anunciado na noite de terça-feira (7).
— Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Vuoi la storia completa? Leggi l'originale su ac24horas ↗
Contattaci Domande frequenti