Em universidades brasileiras, dois em cada três estudantes de medicina carregam o peso silencioso da depressão moderada a grave — índices que superam em muito as médias globais e revelam não apenas uma crise individual, mas uma falha estrutural na forma como a medicina forma seus profissionais. O sofrimento, transmitido de geração em geração como parte tácita do aprendizado, tornou-se um currículo invisível que adoece antes mesmo de curar.
Dois terços dos estudantes de medicina sofrem com depressão moderada ou grave
Estudantes de medicina relatam sintomas depressivos e ansiosos que afetam sono, apetite, concentração e saúde física, com alguns dormindo em corredores da faculdade por privação de sono.