No Rio de Janeiro, onde a América Latina recebe pela primeira vez a maior conferência mundial sobre AIDS, a ciência anunciou dois novos casos de remissão do HIV — elevando para 13 o número de pessoas que vivem sem o vírus detectável e sem medicamentos. Ambos os casos envolvem transplantes de medula óssea com doadores portadores de uma mutação genética rara, e ambos desafiam o padrão esperado sem, contudo, confirmar o que a medicina ainda hesita em nomear: a cura. O que se observa é uma fronteira — não uma chegada, mas um avanço que a humanidade registra com cautela e esperança.