Há séculos o café acompanha o despertar humano, mas uma pesquisa publicada na Nature Communications revela que sua influência vai muito além do estímulo matinal: a bebida — mesmo sem cafeína — remodela as bactérias intestinais de maneiras que reverberam até o cérebro, tocando humor, memória, sono e cognição. O achado convida a uma reflexão mais ampla sobre a fronteira porosa entre o que ingerimos e quem somos, lembrando que o intestino e o cérebro travam um diálogo contínuo, mediado por microrganismos que respondem, em dias, ao que colocamos à mesa.