Portugal emergiu de uma crise de dívida soberana para se tornar um dos emissores mais baratos da Zona Euro, financiando-se a 2,9% — abaixo de França, Espanha, Grécia e Itália. O rácio de dívida caiu 40 pontos percentuais em dez anos, uma transformação que o FMI descreve como impressionante. Contudo, os mercados e credores internacionais recordam que a prudência conquistada não é uma herança permanente: envelhecimento populacional, despesas de defesa e a dissipação de ventos macroeconómicos favoráveis exigem que Portugal continue a escolher, com sabedoria, onde corta e onde investe.