Em Minas Gerais, a disputa pelas duas cadeiras do Senado revela um eleitorado ainda em formação — plural, fragmentado e resistente a certezas. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em abril de 2026, mostra Marília Campos à frente, mas dentro de uma margem de erro que transforma qualquer liderança em promessa provisória. Num estado de peso eleitoral decisivo, o que os números dizem, acima de tudo, é que o jogo permanece aberto.
Disputa pelo Senado em MG está acirrada, mostra Quaest
Liderança existe, mas permanece frágil — dentro da margem de erro
Então Marília Campos está ganhando, certo? Ela tem 19%.
Está na frente, mas é mais complicado que isso. Ela tem entre 17% e 19%, e a margem de erro é de três pontos. Então em alguns cenários ela está tecnicamente empatada com Viana.
Espera aí — se ela tem 19% e a margem é três pontos, ela pode estar entre 16% e 22%. Viana pode estar entre 7% e 18% dependendo do cenário. Isso não é liderança, é sobreposição total.
Exatamente. É por isso que a pesquisa testou três cenários diferentes. Quando Aécio entra, ele fica em segundo com 11%. Quando sai, Viana sobe e fica mais perto de Campos.
E os outros candidatos? Domingos Sávio, Marcelo Aro — eles têm chance?
Sávio marca 8% consistentemente. Aro varia entre 9% e 4%. Áurea Carolina fica em 6%. Ninguém está consolidado.
Mas a gente não sabe quanto desse voto é de verdade ou é só resposta de pesquisa. Os indecisos são altos, certo?
Muito altos. A pesquisa menciona isso — há muitos indecisos e pessoas que dizem não pretender votar. Isso significa que o eleitorado ainda pode se mover bastante.
E para governador? Cleitinho parece estar ganhando de verdade.
Sim. Ele tem entre 30% e 37% em todos os cenários de primeiro turno. Isso supera a margem de erro. Kalil fica entre 14% e 18%.
Mas mesmo ali, quando Cleitinho sai do cenário, Kalil sobe para 18%. Então há um voto que é dele, um voto que é de Cleitinho, e um voto que é "qualquer um menos Cleitinho".
Faz sentido. Então a disputa pelo Senado é a mais aberta das duas?
Muito mais. No Senado, ninguém conseguiu se consolidar. No governo, Cleitinho tem uma vantagem que parece real.
Le Pouls
- Marília Campos lidera com até 19%, mas a margem de erro de três pontos a coloca tecnicamente empatada com Carlos Viana em pelo menos um dos cenários testados.
- A presença ou ausência de Aécio Neves na pesquisa muda o tabuleiro: com ele, ocupa o segundo lugar com 11%; sem ele, Viana avança e pressiona ainda mais a liderança do PT.
- A disputa se fragmenta abaixo dos três primeiros colocados, com Domingos Sávio, Marcelo Aro e Áurea Carolina acumulando fatias que, somadas, representam força real de dispersão do voto.
- O alto volume de indecisos sinaliza que nenhum candidato consolidou sua candidatura — e que a campanha ainda tem poder de redesenhar completamente o cenário.
Em Minas Gerais, a disputa pelas duas cadeiras do Senado revela um eleitorado ainda em formação — plural, fragmentado e resistente a certezas. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em abril de 2026, mostra Marília Campos à frente, mas dentro de uma margem de erro que transforma qualquer liderança em promessa provisória. Num estado de peso eleitoral decisivo, o que os números dizem, acima de tudo, é que o jogo permanece aberto.
A corrida pelo Senado em Minas Gerais não tem dono. A pesquisa Genial/Quaest testou três cenários distintos para as duas vagas em disputa e encontrou uma liderança que existe no papel, mas vacila na prática: Marília Campos, ex-prefeita de Contagem pelo PT, aparece à frente em todos os cenários, com entre 17% e 19% das intenções de voto — porém dentro da margem de erro de três pontos percentuais que torna qualquer previsão arriscada.
A configuração da disputa muda conforme os nomes testados. Quando Aécio Neves, ex-governador pelo PSDB, entra na equação, ele ocupa o segundo lugar com 11%, empurrando Carlos Viana, do PSD, para a terceira posição. Sem Aécio, Viana sobe e se aproxima de Campos, ainda que sem ultrapassá-la de forma conclusiva. Mais abaixo, Domingos Sávio, do PL, marca 8% nos três cenários; Marcelo Aro, do PP, oscila entre 4% e 9%; e Áurea Carolina, do PSOL, aparece com 6%.
Na corrida pelo governo estadual, o cenário é mais definido: o senador Cleitinho Azevedo lidera com folga, entre 30% e 37%, superando a margem de erro com consistência. Alexandre Kalil é o principal perseguidor, e Rodrigo Pacheco aparece em terceiro quando Cleitinho está presente — mas assume a segunda posição nos cenários em que ele é retirado.
O dado que atravessa todas as disputas é o volume expressivo de indecisos. Esse eleitorado ainda em aberto sugere que a campanha tem capacidade real de remodelar o quadro — especialmente no Senado, onde a fragmentação é maior e nenhum nome conseguiu se impor de forma definitiva. O levantamento é o primeiro do instituto em Minas neste ano e marca apenas o início de uma disputa que promete se estender até o último momento.
A corrida pelo Senado em Minas Gerais segue em aberto. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira testou três cenários diferentes para as duas vagas que serão renovadas este ano, e o resultado aponta para uma disputa onde a liderança existe, mas permanece frágil — dentro da margem de erro que permite múltiplos desfechos.
Marília Campos, ex-prefeita de Contagem pelo PT, aparece na frente em todos os cenários testados, com intenções de voto entre 17% e 19%. Mas essa vantagem é ilusória. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que em alguns cenários ela está tecnicamente empatada com seus concorrentes. Quando Aécio Neves, ex-governador pelo PSDB, é incluído na pesquisa, ele aparece em segundo lugar com 11%. Carlos Viana, do PSD, fica entre 10% e 15%, oscilando entre segundo e terceiro lugar dependendo de qual cenário é testado. Em um cenário sem Aécio Neves, Viana se aproxima mais de Campos, mas ainda dentro daquela margem de erro que torna qualquer previsão prematura.
Abaixo desses três nomes, a disputa se fragmenta. Domingos Sávio, do PL, marca 8% consistentemente nos três levantamentos. Marcelo Aro, do PP, varia entre 9% e 4%. Áurea Carolina, do PSOL, fica em 6%. Outros candidatos testados — Vanessa Portugal pelo PSTU, Jarbas Soares pelo PSB, Eduardo Costa pela Cidadania e Euclydes Pettersen pelos Republicanos — aparecem com porcentagens menores, mas ainda na disputa.
O instituto também testou cenários para o governo estadual, e ali a situação é diferente. O senador Cleitinho Azevedo, pelos Republicanos, lidera todos os cenários de primeiro turno com porcentagens entre 30% e 37%, uma vantagem que supera a margem de erro. Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte pelo PDT, é quem mais se aproxima, com porcentagens entre 14% e 18%. Quando Cleitinho não é testado, Kalil lidera com 18%, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco, do PSB, com 12%. Nos cenários onde Cleitinho aparece, Pacheco cai para terceiro lugar, pontuando entre 8% e 11%.
O que chama atenção em ambas as disputas é o volume de indecisos e eleitores que dizem não pretender votar. Esses números altos sugerem que a campanha ainda tem espaço para movimentar o eleitorado, especialmente na corrida pelo Senado, onde a fragmentação é maior e nenhum candidato conseguiu se consolidar de forma decisiva. A pesquisa é o primeiro levantamento do instituto em Minas Gerais neste ano, e marca o ponto de partida para uma disputa que promete ser acirrada até o dia da votação.
Citations marquantes
A disputa em Minas Gerais pelas duas vagas de cada bancada estadual que serão renovadas no Senado este ano está acirrada— Pesquisa Genial/Quaest