Disputa pelo Senado em MG está acirrada, mostra Quaest

Liderança existe, mas permanece frágil — dentro da margem de erro
Marília Campos lidera a corrida pelo Senado em Minas, mas sua vantagem sobre os concorrentes está dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Mark

Então Marília Campos está ganhando, certo? Ela tem 19%.

Mimi

Está na frente, mas é mais complicado que isso. Ela tem entre 17% e 19%, e a margem de erro é de três pontos. Então em alguns cenários ela está tecnicamente empatada com Viana.

Luke

Espera aí — se ela tem 19% e a margem é três pontos, ela pode estar entre 16% e 22%. Viana pode estar entre 7% e 18% dependendo do cenário. Isso não é liderança, é sobreposição total.

Mimi

Exatamente. É por isso que a pesquisa testou três cenários diferentes. Quando Aécio entra, ele fica em segundo com 11%. Quando sai, Viana sobe e fica mais perto de Campos.

Mark

E os outros candidatos? Domingos Sávio, Marcelo Aro — eles têm chance?

Mimi

Sávio marca 8% consistentemente. Aro varia entre 9% e 4%. Áurea Carolina fica em 6%. Ninguém está consolidado.

Luke

Mas a gente não sabe quanto desse voto é de verdade ou é só resposta de pesquisa. Os indecisos são altos, certo?

Mimi

Muito altos. A pesquisa menciona isso — há muitos indecisos e pessoas que dizem não pretender votar. Isso significa que o eleitorado ainda pode se mover bastante.

Mark

E para governador? Cleitinho parece estar ganhando de verdade.

Mimi

Sim. Ele tem entre 30% e 37% em todos os cenários de primeiro turno. Isso supera a margem de erro. Kalil fica entre 14% e 18%.

Luke

Mas mesmo ali, quando Cleitinho sai do cenário, Kalil sobe para 18%. Então há um voto que é dele, um voto que é de Cleitinho, e um voto que é "qualquer um menos Cleitinho".

Mark

Faz sentido. Então a disputa pelo Senado é a mais aberta das duas?

Mimi

Muito mais. No Senado, ninguém conseguiu se consolidar. No governo, Cleitinho tem uma vantagem que parece real.

  • Marília Campos lidera com até 19%, mas a margem de erro de três pontos a coloca tecnicamente empatada com Carlos Viana em pelo menos um dos cenários testados.
  • A presença ou ausência de Aécio Neves na pesquisa muda o tabuleiro: com ele, ocupa o segundo lugar com 11%; sem ele, Viana avança e pressiona ainda mais a liderança do PT.
  • A disputa se fragmenta abaixo dos três primeiros colocados, com Domingos Sávio, Marcelo Aro e Áurea Carolina acumulando fatias que, somadas, representam força real de dispersão do voto.
  • O alto volume de indecisos sinaliza que nenhum candidato consolidou sua candidatura — e que a campanha ainda tem poder de redesenhar completamente o cenário.

Em Minas Gerais, a disputa pelas duas cadeiras do Senado revela um eleitorado ainda em formação — plural, fragmentado e resistente a certezas. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em abril de 2026, mostra Marília Campos à frente, mas dentro de uma margem de erro que transforma qualquer liderança em promessa provisória. Num estado de peso eleitoral decisivo, o que os números dizem, acima de tudo, é que o jogo permanece aberto.

A corrida pelo Senado em Minas Gerais não tem dono. A pesquisa Genial/Quaest testou três cenários distintos para as duas vagas em disputa e encontrou uma liderança que existe no papel, mas vacila na prática: Marília Campos, ex-prefeita de Contagem pelo PT, aparece à frente em todos os cenários, com entre 17% e 19% das intenções de voto — porém dentro da margem de erro de três pontos percentuais que torna qualquer previsão arriscada.

A configuração da disputa muda conforme os nomes testados. Quando Aécio Neves, ex-governador pelo PSDB, entra na equação, ele ocupa o segundo lugar com 11%, empurrando Carlos Viana, do PSD, para a terceira posição. Sem Aécio, Viana sobe e se aproxima de Campos, ainda que sem ultrapassá-la de forma conclusiva. Mais abaixo, Domingos Sávio, do PL, marca 8% nos três cenários; Marcelo Aro, do PP, oscila entre 4% e 9%; e Áurea Carolina, do PSOL, aparece com 6%.

Na corrida pelo governo estadual, o cenário é mais definido: o senador Cleitinho Azevedo lidera com folga, entre 30% e 37%, superando a margem de erro com consistência. Alexandre Kalil é o principal perseguidor, e Rodrigo Pacheco aparece em terceiro quando Cleitinho está presente — mas assume a segunda posição nos cenários em que ele é retirado.

O dado que atravessa todas as disputas é o volume expressivo de indecisos. Esse eleitorado ainda em aberto sugere que a campanha tem capacidade real de remodelar o quadro — especialmente no Senado, onde a fragmentação é maior e nenhum nome conseguiu se impor de forma definitiva. O levantamento é o primeiro do instituto em Minas neste ano e marca apenas o início de uma disputa que promete se estender até o último momento.

A corrida pelo Senado em Minas Gerais segue em aberto. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira testou três cenários diferentes para as duas vagas que serão renovadas este ano, e o resultado aponta para uma disputa onde a liderança existe, mas permanece frágil — dentro da margem de erro que permite múltiplos desfechos.

Marília Campos, ex-prefeita de Contagem pelo PT, aparece na frente em todos os cenários testados, com intenções de voto entre 17% e 19%. Mas essa vantagem é ilusória. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que em alguns cenários ela está tecnicamente empatada com seus concorrentes. Quando Aécio Neves, ex-governador pelo PSDB, é incluído na pesquisa, ele aparece em segundo lugar com 11%. Carlos Viana, do PSD, fica entre 10% e 15%, oscilando entre segundo e terceiro lugar dependendo de qual cenário é testado. Em um cenário sem Aécio Neves, Viana se aproxima mais de Campos, mas ainda dentro daquela margem de erro que torna qualquer previsão prematura.

Abaixo desses três nomes, a disputa se fragmenta. Domingos Sávio, do PL, marca 8% consistentemente nos três levantamentos. Marcelo Aro, do PP, varia entre 9% e 4%. Áurea Carolina, do PSOL, fica em 6%. Outros candidatos testados — Vanessa Portugal pelo PSTU, Jarbas Soares pelo PSB, Eduardo Costa pela Cidadania e Euclydes Pettersen pelos Republicanos — aparecem com porcentagens menores, mas ainda na disputa.

O instituto também testou cenários para o governo estadual, e ali a situação é diferente. O senador Cleitinho Azevedo, pelos Republicanos, lidera todos os cenários de primeiro turno com porcentagens entre 30% e 37%, uma vantagem que supera a margem de erro. Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte pelo PDT, é quem mais se aproxima, com porcentagens entre 14% e 18%. Quando Cleitinho não é testado, Kalil lidera com 18%, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco, do PSB, com 12%. Nos cenários onde Cleitinho aparece, Pacheco cai para terceiro lugar, pontuando entre 8% e 11%.

O que chama atenção em ambas as disputas é o volume de indecisos e eleitores que dizem não pretender votar. Esses números altos sugerem que a campanha ainda tem espaço para movimentar o eleitorado, especialmente na corrida pelo Senado, onde a fragmentação é maior e nenhum candidato conseguiu se consolidar de forma decisiva. A pesquisa é o primeiro levantamento do instituto em Minas Gerais neste ano, e marca o ponto de partida para uma disputa que promete ser acirrada até o dia da votação.

A disputa em Minas Gerais pelas duas vagas de cada bancada estadual que serão renovadas no Senado este ano está acirrada
— Pesquisa Genial/Quaest
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