Quando grandes potências comerciais entram em conflito, as fissuras que abrem no tecido do comércio global raramente ficam vazias por muito tempo. As tensões tarifárias entre Estados Unidos e Canadá — dois gigantes que trocam US$ 64 bilhões em produtos agrícolas por ano — estão redesenhando rotas e apetites, e o Brasil, já líder mundial em carnes e com exportações agropecuárias crescentes para ambos os países, encontra-se numa posição rara: a de beneficiário potencial de uma disputa que não criou. Como ocorreu na guerra comercial entre Washington e Pequim, a instabilidade alheia pode se conver