Na tribuna da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2026, Donald Trump dobrou o espaço dedicado à América Latina em seu discurso — e o Brasil, ausente pelo nome, esteve presente em cada palavra. Ao invocar a captura de Maduro como prova da disposição americana de usar força militar na região, e ao classificar organizações criminosas brasileiras como narcoterroristas, Washington sinalizou preferências sobre um processo eleitoral que analistas consideram o mais decisivo para o continente em anos. É o velho drama das nações que habitam a sombra de uma potência: a soberania não se declara apenas