Após a morte de uma adolescente durante transmissões ao vivo em sua plataforma, o Discord enfrenta no Brasil uma tensão que vai além da moderação de conteúdo: a disputa sobre quem, afinal, tem o poder de silenciar uma tecnologia. A Agência Nacional de Proteção de Dados ordenou a suspensão das lives em 17 de agosto, e a plataforma recorre agora argumentando que tal poder pertence não a uma agência reguladora, mas ao Poder Judiciário. No fundo, o caso coloca em xeque os limites do Estado diante de plataformas digitais e o preço humano da moderação ausente.
Discord recorre suspensão de lives e questiona competência da ANPD
Uma adolescente tirou a própria vida durante transmissões em grupos da plataforma no início de agosto, motivando a ação regulatória.