Em um momento em que as Nações Unidas buscam renovar sua legitimidade diante de um mundo fragmentado, a diplomata equatoriana Ivonne Baki, aos 75 anos, junta-se à corrida pela secretaria-geral da ONU, indicada pela pequena nação insular de Tonga. Sua trajetória como embaixadora em três continentes a coloca entre os candidatos mais experientes de um campo de oito nomes que disputam a herança de António Guterres. A escolha do próximo líder da organização é, em essência, uma pergunta sobre que tipo de multilateralismo o mundo ainda é capaz de construir.